COPA DO MUNDO
Dirigentes da Itália reagem ao convite de Trump para a Copa do Mundo
Trump pediu a exclusão do Irã da Copa do Mundo

Dirigentes do futebol italiano reagiram de maneira áspera à proposta enviada nesta quinta-feira, 23, pelo Governo Trump `Fifa. O objetivo seria substituir o Irã pela seleção da Itália na Copa do Mundo de 2026, que acontecerá nos Estados Unidos, México e Canadá.
Reação dos dirigentes italianos
Diante da solicitação feita para o governo americano, o ministro dos esportes, Andrea Abodi, afirmou ser inviável a possibilidade da Itália compor o grupo de seleções para essa Copa do Mundo.
"Não é possível e tampouco apropriado. A classificação se conquista dentro de campo”, afirmou.
O presidente do Comitê Olímpico Italiano, Luciano Buonfiglio, afirmou de maneira direta que seria uma ofensa tal manobra ser feita. “Eu me sentiria ofendido. É preciso merecer ir à Copa do Mundo."
Respaldo histórico
Uma das motivações citadas por Paolo Zampolli, enviado especial dos EUA, para sugerir a adição da Itália na Copa do Mundo, seria que a seleção já foi quatro vezes campeã mundial (1934, 1938, 1982, 2006), e teria "respaldo esportivo" para disputar o torneio.
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Reação dos Estados Unidos
O tema gerou repercussão nos Estados Unidos. Donald Trump adotou uma postura cautelosa ao falar sobre o tema. “Precisaria pensar sobre o assunto”
Marco Rubio, secretário de Estado dos EUA, falou que as restrições não tem foco direto nos atletas que disputarão o torneio, mas sim sobre os membros das delegações.
“O problema não são os atletas, mas outras pessoas que podem vir com eles."
Pronunciamento da FIFA
Até o momento, a Fifa não se pronunciou oficialmente sobre eventuais alterações na logística da seleção iraniana na Copa do Mundo, apesar de já ter confirmado a participação do país na competição.
“A equipe iraniana virá, com certeza. Esperamos que até lá a situação esteja pacífica, o que certamente ajudaria. Mas o Irã precisa vir, é claro. Eles representam seu povo. Eles se classificaram. Os jogadores querem jogar”, disse Gianni Infantino, presidente da Fifa.
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