E.C.BAHIA
Bola parada? Ceni erra ao analisar gols de Juba; saiba como foram
Treinador deu a declaração ao justificar o posicionamento do jogador na derrota contra o Remo, na Copa do Brasil

Rogério Ceni justificou sua decisão de posicionar o lateral Luciano Juba na primeira linha de construção na derrota do Bahia por 2 a 1 contra o Remo, no jogo de volta dos 16 avos da Copa do Brasil, na noite de quarta-feira, 13, mesmo que o jogador seja o artilheiro do time em 2026. O Tricolor Baiano foi eliminado da competição, visto que havia perdido por 3 a 1 no jogo de ida, em Salvador.
“A opção por Juba na construção foi para tentar competir junto com David Duarte contra Alef Manga e para ter Marcos Victor contra Jajá. Acho-o muito rápido e sofremos muito com as transições no jogo passado, em Salvador", explicou Ceni.
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Ainda de acordo com o treinador, a alteração não mudaria a capacidade ofensiva do Bahia, já que – segundo ele – a maioria dos gols de Luciano Juba são provenientes de pênaltis e cobranças de falta, ou seja, bolas paradas:
"O Juba é, de fato, o artilheiro, mas os gols que ele faz são de pênalti, faltas e bolas paradas; a maioria dos seus gols é feita nessas situações.”
Campo mostra outra realidade
No entanto, a realidade mostra um equívoco na análise do treinador do Bahia. Dos oito gols marcados pelo lateral-esquerdo na temporada, apenas três foram a partir de bolas paradas.
Contra Mirassol e Cruzeiro, no Brasileirão, ele marcou de pênalti. Já contra o Santos, também no Campeonato Brasileiro, ele marcou o único gol de falta do Bahia na competição até aqui.
Os outros cinco gols marcados por Luciano Juba vieram em lances de bola rolando, sendo que três deles saíram quando o lateral teve liberdade para pisar na área adversária (Vasco, Bragantino e Athletico Paranaense).
Finalizando com bola rolando de fora da área, o jogador marcou em outras duas oportunidades: contra Barcelona de Ilhéus, no Baianão, e contra o São Paulo, no Brasileirão.


