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Ceni lamenta derrota do Bahia, mas minimiza vaias: "É compreensível"

Treinador deixou o gramado sob vaias e xingamentos do torcedor tricolor

Da Redação
Por Da Redação
Rogério Ceni durante entrevista coletiva
Rogério Ceni durante entrevista coletiva - Foto: Rafael Rodrigues | EC Bahia

Ainda não foi neste sábado, 5, que o treinador Rogério Ceni conseguiu sua primeira vitória sobre o Flamengo. O técnico do Bahia viu sua equipe ser derrotada na Arena Fonte Nova por 2 a 0, em jogo válido pela 29ª rodada do Brasileirão. Ayrton Lucas e Carlos Alcaraz, de pênalti, marcaram os gols do confronto.

Após o apito final, Ceni deixou o campo sob protestos, vaias e xingamentos proferidos da arquibancada. Alguns tricolores insatisfeitos chegaram a pedir a saída do treinador do clube. Em entrevista coletiva após a partida, ele minimizou as vaias, afirmando que faz parte do papel do torcedor que paga ingresso.

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“Toda derrota incomoda, machuca. Eu falo sempre que a cada jogo que você não consegue vencer o adversário, ao menos para quem gosta de vencer, é algo que incomoda. Sobre vaias, eu gostaria que o torcedor estivesse feliz e aplaudindo a cada jogo, mas quando a gente não consegue o resultado, independente de contra quem seja e da maneira que jogue, o torcedor paga o ingresso e é inerente ao jogo, inerente ao trabalho”, afirmou o comandante tricolor.

Nós vamos tentar fazer com que o torcedor reaja de maneira diferente, entregando um resultado diferente também para ele, mas é compreensível que o torcedor saia chateado

Rogério Ceni - técnico do Bahia

“Ninguém gosta de ser vaiado, não conheço ninguém. Todo mundo gosta de ser exaltado pelo trabalho, mas nem sempre é possível e eu respeito esse lado do torcedor. Nós temos que tentar. Serão nove jogos, vão ser jogos difíceis. Os dois próximos jogos são pesados”, complementou.

Ceni ainda explicou a escolha por Carlos de Pena para substituir Everton Ribeiro, que cumpriu suspensão automática e não pôde entrar em campo diante do Flamengo. Para ele, o uruguaio é o substituto natural, já que Cauly ficaria longe do gol numa formação com três atacantes.

“Treinamos com três atacantes. O Cauly, para baixar naquela função defensiva, se afasta muito do gol, ele é um jogador com característica mais de construção. Para ele jogar todo o tempo numa função como o Everton Ribeiro e colocar mais um atacante, eu acho que a gente perderia o controle de jogo. Nós sabíamos que o Flamengo marcaria pressão, então nós tentamos alternativas durante a semana. A gente achou que o De Pena se encaixaria melhor, que era um substituto natural para o Everton Ribeiro”, argumentou Ceni.

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“Eu acho que ele fez um início bom de partida. Nós fizemos um início de 20, 25 minutos, bem, o De Pena também, muito bem no jogo. Depois perdemos um pouco a confiança numa das construções onde nós cedemos um escanteio para o Flamengo num erro de passe, e ali o Flamengo começou a crescer. Mas dentro das disponibilidades de peças nós trabalhamos de formas diferentes e a escolha foi pelo De Pena”, concluiu.

Agora o Bahia terá 12 dias sem partidas oficiais, até o próximo compromisso, diante do Cruzeiro, pela 30ª rodada do Brasileirão. O duelo está marcado para as 21h30 de sexta-feira, 18 de outubro, no Mineirão, em Belo Horizonte.

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