ESPORTES
Esportes de Verão: tirolesa oferece adrenalina e diversão


Um misto de medo, de diversão e sobretudo de adrenalina. Assim pode ser definida a experiência vivida pelos praticantes da tirolesa, esporte de aventura vertical surgido na Áustria e agora replicado em todo mundo.
Embora seja praticada majoritariamente em campo aberto, de preferência acima de um lago, a tirolesa também invadiu os espaços urbanos. Em Salvador, alguns grupos que a praticam se reúnem nos finais de semana e, longe dos convidativos paraísos naturais, se arriscam em cordas penduradas em passarelas.
"Antes, em Salvador, tínhamos um ponto legal na Barra, mas a refeitura vetou. Agora, praticamos em dois pontos: na passarela do Salvador Shopping e na passarela do Centro Administrativo da Bahia (CAB)", conta Márcio Hipólito, praticante de tirolesa e um dos professores da Limite Vertical, empresa que dá aulas de esportes radicais e promove sessões da modalidade na Bahia.
Para Luciano Ferreira, professor de Educação Física e um dos coordenadores da L3 Adventures, empresa que também oferece cursos e sessões de esportes radicais, a tirolesa traria poucos benefícios para a saúde, mas seria um esporte capaz de levar os seus praticantes a superarem antigos traumas e a se sentirem mais dispostos a enfrentar desafios diversos na vida.
"Não há muito ganho de saúde com a tirolesa. Até então, eu não tive nenhum conhecimento em relação a isso. Mas, assim como recomendo qualquer tipo de atividade vertical, recomendo a tirolesa por ela nos permitir superar medos. Medos de altura, por exemplo. Praticar tirolesa é gratificante, porque você vence os medos e ultrapassa as barreiras", destaca Luciano.
Cuidados de segurança - Ainda de acordo com Márcio Hipólito, a prática da tirolesa não guarda muitos segredos, pois esta seria uma modalidade esportiva que requer pouca técnica. Ele salienta, porém, ser preciso garantir os equipamentos de segurança, como os mosquetões, as cordas - ou os cabos de aço - e os capacetes.
"É importante também saber aplicar a força na hora de amarrar o cabo. É preciso muito cuidado, porque tensionar a tirolesa é um trabalho manual e o bom funcionamento dela depende disso. A tirolesa, em si, é perigosa. Se não amarrar ela direito, é possível que aconteça muitos acidentes", adverte.
Segundo Márcio, aprender a tensionar a corda nos pontos da tirolesa é importante para que não se crie o que se convencionou chamar no esporte de "barriga", que seria um declive no percurso capaz de reduzir a velocidade e de por vezes interromper a descida - na tirolesa, é fundamental que um dos pontos seja mais elevado do que o outro.
Tirolesa ao natural - Apesar de a descida por entre as passarelas da capital baiana permitir um primeiro contato com o esporte, o grande barato mesmo, defende Márcio, é se embrenhar pelos ambientes naturais. Um dos lugares em que a tirolesa ganharia doses maiores de diversão seria a Ponte do Funil, que fica localizada no município de Cacha Pregos, na Ilha de Itaparica.
"Praticar lá é melhor porque a Ilha do Funil tem um visual muito legal. E também porque, no final do percurso da tirolesa, a gente desce e bate na água. A adrenalina é maior", finaliza.