Busca interna do iBahia
HOME > esportes > EC.BAHIA

INSTABILIDADE

Bahia ainda não tem titulares e passa por mudanças na mão de Enderson

Treinador já utilizou 25 atletas diferentes como titulares desde que chegou

Celso Lopez
Por Celso Lopez
Treinador ainda 
não achou o time ideal do Bahia e tem feito muitas mudanças
Treinador ainda não achou o time ideal do Bahia e tem feito muitas mudanças - Foto: Felipe Oliveira | EC Bahia

Quem se arriscaria a prever o time titular do Bahia que entrará em campo na próxima rodada? Certamente, apenas alguém que não tem acompanhado o time sob o comando de Enderson Moreira. Caso fosse um chef de cozinha, seria plausível imaginar que novos ingredientes ainda estão sendo testados, mas a receita está longe do seu sabor ideal. Como não dá para por todas as opções no caldeirão – ou na realidade do futebol, dentro das quatro linhas – a tendência é que ainda mais opções sejam testadas pelo professor.

Após iniciar a rodada com uma derrota contra o Sport, o elenco do Esquadrão retornou ontem a Salvador e folgará hoje. A equipe ainda pode ser ultrapassada pelo Grêmio, que jogará somente na sexta-feira, e cair para a terceira posição. Contudo, a situação ainda está sob controle, já que possui gordura para queimar em relação ao primeiro fora do G-4. Se o problema fosse só a tabela no atual momento, a vida do torcedor tricolor estaria bem mais tranquila, mas não é bem isso o que tem acontecido. Sem conseguir atingir uma estabilidade satisfatória, o mestre cuca Enderson Moreira ainda parece estar em ‘fase de testes’ com os jogadores. Para o clássico nordestino, as mudanças, de acordo com o próprio treinador, foram motivadas por questão de necessidade.

Tudo sobre EC.Bahia em primeira mão! Compartilhar no Whatsapp Entre no canal do WhatsApp.

“A gente fez uma escolha em cima do desgaste que teve em Criciúma. Chegou em um ponto que a gente não tinha outra escolha, precisava fazer mudanças. Criamos oportunidades no primeiro tempo. Não tem que lamentar. A gente tem que fazer escolhas”, explicou Enderson após a partida.

Com a decisão, Raí, Igor Torres e Rodallega começaram a partida ao mesmo tempo pela primeira vez no ano. Apesar do contexto, as mudanças têm sido frequentes na equipe que começa a cada rodada, já que a média de alterações no time de um duelo para o outro é maior do que três. No total, foram 44 modificações de atletas no time inicial de uma partida para a outra, nos 15 jogos que Enderson disputou no comando do Bahia pelo Campeonato Brasileiro.

A campanha tem sido suficiente para se manter na zona de acesso para a elite, mas com muito mais gosto de alívio do que de tranquilidade. Do momento que chegou até agora, o treinador ainda não conseguiu repetir a equipe. Dessa forma, a formação teve sempre ‘surpresa’ nos 15 confrontos, mesmo que a diferença tenha sido só de um jogador. Sem tempo para desenvolver o entrosamento dentro de campo, o resultado torna-se cada vez mais imprevisível, o que ajuda a entender a dificuldade em emendar uma sequência positiva no torneio. Outro dado que corrobora com essa ideia é o de que 25 jogadores diferentes foram utilizados nesse recorte de 15 partidas.

Solução mágica?

Depois da derrota para o Cruzeiro por 1 a 0 no Mineirão, o Esquadrão de Aço voltou à Arena Fonte Nova para enfrentar o Náutico com seis mudanças na escalação titular. Mais de meia equipe foi trocada, com motivos diversos, desde atletas que cumpriram suspensão automática aos que voltaram de lesão e opções do técnico.

Naquela noite, os comandados de Enderson Moreira bateram o adversário por 3 a 0, para delírio da torcida tricolor. Porém, aquele dia também foi a maior representação de um hábito difícil de lidar para a equipe, a exacerbada quantidade de mudanças. Não é como se fosse necessário insistir no erro, mas o diagnóstico aparente é o de que o técnico ainda não entendeu bem quais ingredientes da receita ele usou errado. Inclusive, o próprio resultado positivo tem que ser colocado na balança, já que foi contra um adversário muito inferior ao atual líder da Série B.

Com oito rodadas restantes e somente uma competição para disputar, utilizar a força máxima na maioria das ocasiões é desejável, mas improvável. “A gente está em uma fase que, dos últimos cinco jogos, vamos fazer quatro fora de casa. É o deslocamento que a gente tem, uma série de coisas. E não só para a gente. Todo mundo está com dificuldade de vencer fora de casa. O campeonato é assim, chega o momento em que o desgaste é enorme. Estamos buscando soluções. Estamos rodando um pouco para ter time mais fresco”, disse o treinador, após duelo contra o Sport.

Se for dessa maneira, que o mais importante seja seguir o plano de jogo, independentemente das peças. Porém, Enderson terá que identificar a mistura correta para cada receita.

Siga o A TARDE no Google Notícias e receba os principais destaques do dia. Google Noticias Siga o A TARDE no Google Noticias

Compartilhe essa notícia com seus amigos

Compartilhar no Whatsapp Compartilhar no Facebook Compartilhar no Email

Relacionadas

Mais lidas