SÉRIE B
Contra o Vasco, Bahia pode iniciar reta final com tabela convidativa
Clube tem que adotar cautela para conquistar os três pontos a cada jogo, mas a projeção é muito boa


A cada dia de espera, o torcedor do Bahia fica mais ansioso para o próximo duelo da Série B, contra o Vasco. O sentimento ainda aumenta por conta do histórico favorável contra o Cruzmaltino na Fonte Nova, na esperança de que esse seja mais um capítulo com um final feliz. De passo a passo, o clube tem que adotar cautela para conquistar os três pontos a cada jogo, mas a projeção para a última parte do campeonato é muito boa, ao menos na teoria. Após enfrentar a equipe carioca em confronto direto do G-4, a maioria dos próximos compromissos em casa serão contra times do meio da tabela para baixo.
Depois da trágica temporada de 2021, o Esquadrão de Aço viveu um momento de adaptação e reconstrução em meio a todas as mudanças causadas pelo rebaixamento. Este ano, se o trabalho não está sendo tão satisfatório quanto o torcedor gostaria, ao menos tem sido acima da média e o suficiente para garantir uma pontuação relativamente segura na zona de acesso. Já com o fim da temporada no horizonte, os últimos 13 jogos do calendário tricolor trazem uma boa perspectiva para o clube. E o primeiro passo da reta final será contra o Vasco da Gama, adversário historicamente favorável em Salvador.
Das últimas dez partidas que essas equipes disputaram, o Esquadrão de Aço levou a melhor cinco vezes, contra três do Gigante da Colina e dois empates. Esse retrospecto já mostra uma pequena superioridade do Tricolor perante ao rival, mas o recorte ainda muda muito de figura quando se considera somente as partidas como mandante. São dez anos sem saber o que é perder para o Vasco quando a partida é em Salvador. A última derrota ocorreu em junho de 2012, no estádio de Pituaçu, pela quarta rodada do Brasileirão. Nesse período, ambos se enfrentaram em sete oportunidades, com cinco triunfos do Bahia e duas igualdades.
Tabela promissora
Antes da bola rolar, tudo fica somente no campo do imaginário e da projeção, mas não há como negar que a tabela do Bahia até o fim da Série B apresenta mais vantagens do que desvantagens para a equipe. O próprio embate contra o Vasco, no domingo, é um exemplo, já que o Tricolor jogará em casa. Mas a sequência depois também é boa. Após o confronto direto, a maior parte dos jogos será contra times do meio para baixo da tabela.
Nesse cenário, outras duas possibilidades se apresentam. Quando atuar contra uma equipe mais forte, ou o Esquadrão de Aço jogará em casa ou terá a oportunidade de recuperar os pontos perdidos imediatamente contra um clube que está na zona de rebaixamento. É o contexto quando for enfrentar o Sport, que atualmente ocupa a quinta colocação, e no jogo contra o Grêmio, que se encontra na terceira posição. Ambas as partidas, consideradas confrontos diretos, serão fora de casa. Claro, essa é uma tarefa naturalmente difícil para o Bahia, que apesar dos reveses, ainda ocupa a terceira melhor colocação como visitante. Mesmo assim, o calendário foi generoso. Após jogar contra o Sport, o adversário será o Operário, 17º colocado. Contra o Grêmio, o adversário seguinte é o Vila Nova, 18º colocado.
Atualmente, o Tricolor Baiano tem pouco mais de 74% de aproveitamento em casa, com nove vitórias em 13 jogos, e é o quarto melhor time como mandante. Nesse ritmo, a arquibancada logo terá a notícia que tanto espera, o retorno à elite do futebol brasileiro. Com 18 pontos ainda em disputa na Arena Fonte Nova, o Bahia chegará a 99% de probabilidade de acesso caso triunfe nessas seis partidas, de acordo com o Departamento de Matemática da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). As partidas serão contra o Vasco (4º), Tombense (6º), Operário (17º), Brusque (15º), Vila Nova (18º) e Guarani (19º). Três dessas equipes estão na zona de rebaixamento, e quatro delas não figuram na primeira parte da tabela.
Quem vai para o jogo?
Já próximo ao jogo contra o Vasco, no domingo, o elenco do Bahia treinou mais uma vez no CT Evaristo de Macedo na quinta-feira. Enderson Moreira já deve ter uma boa ideia de quem vai para campo, contudo, de acordo com a assessoria do clube, o técnico fez diversas alterações durante a atividade.
Antes do início do treino, os preparadores Gerson Rocha e Vitor Gonçalves comandaram os atletas com aquecimento físico e técnico. Na atividade, quatro jogadores trocavam passes com ajuda de mais alguém, enquanto outros dois precisavam cortar a bola.
Além de cruzamentos, troca de passes perto da área e chutes de fora, os exercícios terminaram sob a tutela do técnico com a equipe titular.