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Eleição agora é direta; conselho se torna mais engessado


As emendas aprovadas na Assembleia Geral do Bahia, nesta terça-feira, 15, na antiga sede de praia, na Boca do Rio, não resultaram na aguarda abertura política do clube.
Embora, por indicação da diretoria, tenha sido garantida, pela primeira vez na história do tricolor, a eleição do presidente via sócios, já a partir do próximo pleito, em dezembro de 2014, a permanência da chapa majoritária para o conselho implica em lentas modificações da antiga estrutura.
Este ponto especifico foi posto em votação e vencido pela direção - a oposição queria composição do conselho de forma proporcional (cada chapa teria direito a indicar seus nomes a partir do número de votos recebidos), mas foi derrotada.
E é justo o controle do conselho que permanece a manutenção de poder no Bahia, levanta a voz os opositores. Para o sócio fazer parte do grupo de 300 conselheiros, agora responsável por avalizar os dois próximos presidenciáveis, precisará ter 36 meses (3 anos) nesta condição.
Outro ponto no qual o conselho assegura a força representativa é a emenda aprovada que diz que, para concorrer ao cargo de presidente, o sócio tem que ter sido conselheiro por, no mínimo, dois mandatos.
Questionado se isto não provocaria uma imobilidade na renovação política do Bahia, o presidente Marcelo Guimarães Filho, foi evasivo. "Uma democracia pressupõe participação. E se a oposição quer ter espaço no Bahia tem que participar também dos espaços políticos do clube.
No Corinthians, por exemplo, o presidente tem quer ser sócio vitalício... Nós apenas pedimos que o sócio já tenha participado do conselho do clube", afirmou, ignorando o fato de que, na atual formação do conselho do Bahia, por exemplo, a oposição não tem representantes.
"Nós tinhamos minoria nesta Assembleia e quase tudo que eles submeteram à votação foi aprovado. Só tivemos conhecimento destas emendas no dia da votação. Eles tinham prometido outra coisa, e quando fomos ver o novo estatuto era muito pior até que o atual", protestou Mário Júnior, integrante do grupo de oposição Revolução Tricolor.
Sócio-torcedor - A única mudança mais expressiva aprovada nas emendas foi a transformação do sócio-torcedor (que paga por ingressos no programa do Torcedor Oficial) em sócio-patrimonial, com direito a voto. Isto, porém, não será feito imediatamente, mas mediante estudo da diretoria.
"O maior benefício do sócio agora é poder votar para presidente do Bahia. É uma avanço, mas que precisa de regras, caso contrário vira uma anarquia. E o Bahia não é uma anarquia", definiu Marcelo Filho.
Além dele, estiveram presentes na assembleia, outras lideranças políticas tricolores, mantendo espírito de comunhão: Paulo Maracajá, Marcelo Guimarães (pai de Marcelinho), Petrônio Barradas e Francisco Pernet - todos ex-presidentes.