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Guto diz que risco de goleada na Florida Cup é o 'preço da exposição'

Daniel Dórea
Por Daniel Dórea
Técnico do Tricolor disse que 'o resultado é o que menos importa’
Técnico do Tricolor disse que 'o resultado é o que menos importa’ - Foto: Reprodução l TV Bahêa Oficial

A situação é diferente, porém, mais uma vez as condições não são ideais. No ano passado, o Bahia se desdobrou para, no meio das disputas do Baianão e da Copa do Nordeste, ir aos EUA e levar 6 a 1 em amistoso contra o Orlando City. Em 2017, voltará ao país para participar da Florida Cup com apenas cinco dias de treinamento depois da volta das férias.

Em sua primeira entrevista coletiva no ano (confira vídeo abaixo), o técnico Guto Ferreira admitiu ter medo de novas goleadas nos confrontos com Wolfsburg (ALE), no dia 12, e Estudiantes (ARG), dia 15. “Temo, sim. A gente não tem que ficar escondendo. O que nos cabe é tentar fazer com que isso não aconteça, mas, se acontecer, é o que menos importa. O que mais importa é a experiência. Passar a fazer parte de um grupo tem seu preço. E o preço para o Bahia de conviver com essas marcas é esse risco”, discorreu.

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O grupo tricolor, que se reapresentou na segunda-feira, 2, começa a treinar no gramado do Fazendão só nesta quarta, 4, e já viaja para os EUA no dia 9. “Vamos entrar em campo tendo treinado apenas cinco dias. O Wolfsburg está em meio de temporada e o Estudiantes teve uma parada menor que a nossa. Enfim, não vamos encarar esses compromissos como jogos, mas como coletivos oficiais de um processo de treinamento. O que mais importa é a resposta moral e mental que o grupo vai dar”, afirmou Guto, que não deve ter no torneio o ala direito Eduardo, com problemas na obtenção do visto.

Com a pré-temporada atípica e a obrigação de dividir o tempo em três competições nos meses iniciais deste ano (Baiano, Nordestão e Copa do Brasil), o treinador tricolor revelou que fará uma espécie de rodízio no elenco. “Vamos jogar sempre duas vezes por semana e a estratégia é ter um grupo avolumado para que se possa rodar os atletas. Senão, eles não vão aguentar, haverá muitas lesões e o time vai chegar na reta final dos campeonatos em processo de queda física”, explicou Guto, que espera ter um elenco de 34 jogadores, sendo 23 deles mais rodados e 11 garotos – que podem ser ainda juniores ou estar no primeiro ano de profissional.

Para essa ideia se tornar realidade, o Bahia precisa concluir as negociações de oito a dez jogadores que o presidente Marcelo Sant’Ana estimou neste começo de temporada. Até então, apenas o lateral colombiano Pablo Armero foi anunciado oficialmente.

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