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Ex-vice da Fifa, Warner tem audiência de extradição aos EUA adiada em um mês

Estadão Conteúdo
Por Estadão Conteúdo
| Atualizada em

Um tribunal de Trinidad e Tobago deu a Jack Warner, ex-vice-presidente da Fifa, mais tempo para ele poder se defender contra o pedido de extradição feito pelos Estados Unidos. Acusado de corrupção, o ex-dirigente compareceu ao tribunal de Puerto España nesta segunda-feira, dias depois de que a Procuradoria daquele país confirmou o pedido feito pelo Departamento de Justiça norte-americano.

Ex-presidente da Concacaf, Warner é investigado por supostamente ter cometido delitos nos Estados Unidos e em Trinidad e Tobago, entre eles fraude eletrônica, lavagem de dinheiro, suborno e associação ao crime organizado. Nesta segunda, porém, a juíza Marcia Ayers-Caesar fixou uma nova audiência para julgar o pedido de extradição para 28 de agosto, depois que um advogado do governo solicitou mais tempo para examinar o pedido feito pelos Estados Unidos na semana passada.

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Warner, de 72 anos de idade, foi preso no final de maio e depois acabou solto ao pagar uma fiança de 2,5 milhões de dólares trinitenses (US$ 394 mil), além de ter se declarado inocente contra todas as acusações que pesam contra ele.

Ao deixar o tribunal, Warner afirmou à imprensa local que o esperava na porta do local que seus advogados solicitaram uma revisão judicial para poder receber um "julgamento justo". Líder do Partido Liberal Independente, que é de oposição ao parlamento do país caribenho, ele acusa o governo de conspirar para sua extradição de Trinidad e Tobago.

Warner apareceu pela terceira vez diante da juíza Marcia Ayers-Caesar no tribunal de Puerto España, onde advogados de ambas as partes pediram um maior tempo para examinar o documento de extradição de 166 páginas que a Procuradoria-Geral de Trinidad e Tobago recebeu dos Estados Unidos.

O ex-vice-presidente da Fifa faz parte de um grupo de nove dirigentes da Fifa e cinco executivos corporativos cobrados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos pela suposta execução de um esquema criminoso que envolveu o pagamento de US$ 150 milhões apenas em subornos.

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