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Famílias de vítimas da Chapecoense recusam acordo com companhia áerea por seguro

Daniel Batista | Estadão Conteúdo
Por Daniel Batista | Estadão Conteúdo
| Atualizada em

As famílias das vítimas do acidente da Chapecoense, ocorrido no ano passado e que deixou um total de 71 mortos, recusaram uma proposta de US$ 200 mil (cerca de R$ 620 mil) como indenização da LaMia e a briga com a companhia aérea deve ganhar novos capítulos.

Na tarde desta quarta-feira, foi realizada uma reunião em um hotel de Florianópolis, com a presença de algumas viúvas dos atletas mortos no acidente da madrugada de 29 de novembro e membros da diretoria da Chapecoense. A resseguradora contratada pela LaMia alega não ter obrigação de pagar nenhuma indenização por conta de infrações cometidas pela companhia aérea, mas decidiu oferecer R$ 620 mil para não deixar os familiares desamparados.

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A empresa apontou diversas infrações para justificar o fato de entender que não tem obrigação de pagar indenização. Um dos pontos é o fato de a LaMia estar proibida de fazer voo para Colômbia e Peru, mas ter realizado mesmo assim.

O que irritou os familiares foi o fato de muitos questionamentos não terem sido respondidos claramente pela empresa. A Chapecoense informou que está disposta a ajudar as famílias que se sentirem lesadas e que tudo caminha para que a briga termina em processo judicial. O clube já acionou os ministérios da Defesa e das Relações Exteriores pedindo colaboração.

A diretoria anunciou nesta quarta-feira que recebeu R$ 148.575,00 do São Paulo e distribuirá R$ 2.010.13,00 para 68 vítimas.

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