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COPA 2026

FIFA ignora crise e mantém jogos do Irã nos EUA sob tensão

Entidade ignora apelos de boicote e alertas de segurança de Trump para seguir cronograma original

AFP e Redação

Por AFP e Redação

20/03/2026 - 1:46 h

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Gianni Infantino, presidente da Federação Internacional de Futebol (Fifa)
Gianni Infantino, presidente da Federação Internacional de Futebol (Fifa) -

A FIFA deseja que a Copa do Mundo de 2026 ocorra "conforme o planejado", com a participação de todas as seleções, apesar das dúvidas crescentes sobre a segurança da delegação do Irã. Após reunião do Comitê Executivo nesta quinta-feira, 19, em Zurique, o órgão máximo do futebol expressou o desejo de ver todos os competidores em um ambiente de respeito mútuo e fair play.

O presidente Gianni Infantino fez um apelo genérico pela paz, sem mencionar explicitamente a explosão armada lançada pelos Estados Unidos e Israel, ou a retaliação diplomática de Teerã. "Temos um cronograma e queremos que a competição ocorra como previsto", concluiu o comunicado oficial.

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Boicote ao solo americano, não ao Mundial

O Irã tem suas três partidas da fase de grupos agendadas para Los Angeles e Seattle. No entanto, Mehdi Taj, presidente da Federação Iraniana, declarou que o país está "boicotando os Estados Unidos", mas não a Copa do Mundo. Essa distinção sinaliza uma pressão direta para que a FIFA realoque os jogos do Grupo G.

Em resposta, a presidente do México, Claudia Sheinbaum, ofereceu o território mexicano como sede alternativa para receber a seleção iraniana e seus adversários (Nova Zelândia, Bélgica e Egito). Até o momento, a FIFA ignora a proposta e mantém o plano original.

Alertas de segurança e o "fator Trump"

A tensão ganhou contornos ainda mais graves com a declaração do presidente americano, Donald Trump. Em 12 de março, Trump sugeriu que os jogadores iranianos poderiam não ter "total segurança" ao viajarem para os Estados Unidos, embora não tenha especificado a natureza da ameaça.

A manutenção do cronograma pela FIFA é vista por analistas como uma tentativa de evitar precedentes geopolíticos, mas a logística de segurança para as partidas em Los Angeles e Seattle torna-se o maior desafio da história das Copas.

Leia Também:

Grupo G sob os holofotes

  • Onde seriam os jogos do Irã originalmente?

A tabela prevê que o Irã enfrente a Nova Zelândia e a Bélgica em Los Angeles, encerrando a participação na fase de grupos contra o Egito, em Seattle.

  • O que acontece se o Irã se recusar a viajar para os EUA?

Caso a FIFA não altere a sede e a seleção não compareça, o Irã pode sofrer punições severas, incluindo a derrota por W.O. e a exclusão de ciclos futuros de competições oficiais.

  • Por que a FIFA não aceita a oferta do México?

A alteração de sede de um grupo inteiro envolve contratos de patrocínio, direitos de transmissão e logística de viagens de outras três seleções, além de torcedores que já adquiriram ingressos para as sedes americanas.

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