ESCÂNDALO
Investigação em Milão mira 50 jogadores em festas com prostituição
IPromotoria revela esquema de prostituição e uso de óxido nitroso em festas de atletas

A promotoria da cidade de Milão iniciou uma investigação sobre uma empresa suspeita de vender pacotes de festas que envolvem prostituição e óxido nitroso, conhecido popularmente como gás do riso.
Segundo o Gazzeta dello Sport, cerca de 50 jogadores que atuam na Série A italiana estariam envolvidos no esquema.
As festas aconteciam em hotéis e casas de luxo, na Itália e em Mykonos, na Grécia. A organização deste esquema tinha sede em Cinisello Balsamo, uma província de Milão, e era orquestrada pelo casal Emanuelle Buttini e Deborah Ronchi.
Ambos atualmente estão em prisão domiciliar junto com outros dois associados, por conta da organização de serviços sexuais e lavagem de dinheiro proveniente dessa atividade.
Um dos indícios de envolvimento dos jogadores nesta prática foi encontrado no perfil da agência no Instagram, no qual era seguido por diferentes atletas.
A investigação aponta também a transferência de dinheiro entre os investigados e a participação de celebridades, pilotos de Fórmula 1 e empresários. Ainda segundo o relato do “Gazzeta”, uma das escutas telefônicas apontam negociações por uma mulher brasileira.
Prática permitida em solo italiano
A prostituição não é crime na Itália quando praticada de maneira voluntária, assim como na legislação brasileira. No entanto, a lei proíbe a organização e exploração de terceiros nestas práticas.
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Mais denúncias
A promotoria da Itália acredita que a agência começou a promoção de eventos em 2019, e manteve as festas durante a pandemia de Covid-19. Testemunhas relataram que na sede da empresa, se encontrava em funcionamento durante o confinamento, uma boate ilegal.
A denúncia também apurou que mulheres eram forçadas à prostituição pela agência e moravam na sede de Milão, tendo que pagar por sua estadia. Elas eram escolhidas pelos jogadores e recebiam metade do valor pago, a outra metade ficava com o casal Buttini e Ronchi.
Os documentos da investigação apontam que, os contratantes utilizavam óxido nitroso nas festas, funcionando como um tipo de sedativo leve em forma de gás, que não deixa vestígios no organismo, sendo imperceptível nos exames anti-doping.
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