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Isaquias fatura bronze no Mundial e garante mais um brasileiro na Olimpíada

Estadão Conteúdo
Por Estadão Conteúdo
| Atualizada em

Não importa a distância. Ajoelhado sobre uma canoa em um local de águas calmas, Isaquias Queiroz vai brigar por medalha. Neste sábado, o baiano surpreendeu e, numa prova de distância mais curta do que está acostumado, ganhou a medalha de bronze dos C1 200m no Campeonato Mundial de Canoagem Velocidade, em Milão. De quebra, classificou o Brasil para essa prova nos Jogos Olímpicos do Rio.

Isaquias é bicampeão mundial do C1 500m (prova que não é olímpica) e há dois anos é um dos melhores do mundo no C1 1.000m, distância na qual vai competir na Olimpíada - o Brasil tem convite. Foi bronze no Mundial de 2013 e liderava a prova na edição do ano passado, a uma remada do fim, quando sua canoa virou.

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Em 2015, em Milão (Itália), abriu mão de brigar pela medalha de ouro nas suas duas especialidades para tentar classificar o Brasil para provas às quais não tem convite para o Rio-2016. Na primeira tentativa, obteve sucesso. Mas ele já avisou que não vai participar dela na Olimpíada. O titular do barco é Nivalter de Jesus, quinto no Mundial de 2013.

Mas, como o evento deste ano é o único Pré-Olímpico da canoagem velocidade, a comissão técnica sabia que não podia correr riscos e escalou Isaquias para remar o C1 200m. Ele correspondeu faturando o bronze, com o tempo de 38s915, atrás do bielo-russo Aristem Kozyr (ouro) e o chinês Li Qiang (prata). Também Rússia, Lituânia, Azerbaijão e Hungria disputarão essa prova na Olimpíada.

Ainda neste sábado, mas na sessão vespertina em Milão, Isaquias volta à raia, acompanhado de Erlon Souza, para remar na semifinal do C2 1.000m. Nesta prova, basta a eles chegar à final que classificação o Brasil à Olimpíada.

Por conta da troca de canoas, Nivalter disputou o C1 1.000m em Milão e não se classificou sequer à final C - ele não está acostumado a remar distância tão longa, uma vez que é especialista em 200m. Como o Brasil tem convite para essa prova, o resultado não impacta na Olimpíada. No Rio, Isaquias deverá fazer frente ao alemão Sebastian Brandel e ao checo Martin Fuksa, ouro e prata no Mundial, que foram separados por apenas 0s017.

Havia ainda a possibilidade de o Brasil se classificar para a Olimpíada no K2 200m. Gilvan Bittencourt e Hans Mallmann precisavam ficar entre os três primeiros colocados da final B, mas terminaram apenas no nono lugar. No caiaque, o Brasil deve disputar apenas o K1 1.000m no Rio-2016, aproveitando-se de convite. Hans foi só o 51.º da fase de classificação nesta prova.

FINAL - Neste sábado, o Brasil também esteve na final do C2 500m. Aparecida da Silva e Andrea Oliveira ficaram em quinto, a mais de dois segundos e meio da medalha. A canoa feminina não consta no programa olímpico, de forma que a prova não contou com atletas que buscam vaga no Rio-2016.

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