CASO ROBINHO
Justiça concede redução de 160 dias na pena de Robinho; saiba o motivo
Ex-jogador teve remição reconhecida após atividades realizadas na prisão

Por Redação

A Justiça de São Paulo autorizou a remição de 160 dias da pena do ex-jogador Robinho, condenado a nove anos de prisão por estupro coletivo ocorrido na Itália. A decisão foi proferida nesta quarta-feira, 14, e beneficia o processo de execução penal de Robson de Souza, que atualmente cumpre pena no Centro de Ressocialização (CR) de Limeira, no interior paulista.
No despacho oficial, o magistrado responsável pelo caso formalizou a redução ao afirmar: "Declaro remidos 160 dias de pena do condenado Robson de Souza, recolhido no Centro de Ressocialização de Limeira", conclui.
Robinho está preso desde março de 2024 e, antes da redução, tinha previsão de cumprir a totalidade da pena até março de 2033. Com a nova decisão, a possibilidade é de que ele deixe o sistema prisional no fim de 2032, a depender de cálculos atualizados que ainda não foram finalizados. O processo segue em segredo de Justiça.
O pedido mais recente da defesa para a atualização da remição foi protocolado no dia 7 de janeiro. Segundo os advogados, a diminuição da pena foi obtida a partir de atividades realizadas durante o período de encarceramento.
"A redução da pena no processo de execução do Robinho não se deu por benefício excepcional, mas pelo reconhecimento legal de 160 dias de remição, conquistados por meio de estudo e trabalho realizados durante a execução da pena, nos termos da Lei de Execução Penal", declarou o advogado Mário Rossi Vale ao g1.
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Essa não é a primeira vez que a Justiça paulista reconhece a remição de pena do ex-atleta. Em novembro de 2025, quando Robinho ainda estava detido na Penitenciária Dr. José Augusto Salgado, a P2 de Tremembé — conhecida como o “presídio dos famosos” —, um pedido semelhante da defesa foi aceito. Na ocasião, o magistrado considerou a participação do condenado em cursos, estudos e leituras de livros dentro da unidade prisional. A decisão foi publicada no fim de outubro.
Pouco depois, Robinho foi transferido para o Centro de Ressocialização de Limeira. A Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) informou que a mudança ocorreu no dia 17 de novembro, após solicitação da defesa. O CR é destinado a réus primários, com penas inferiores a dez anos e sem ligação com facções criminosas, sendo considerado uma unidade mais “tranquila” em comparação a outras do estado.
Inaugurado em 2001, o CR de Limeira abriga atualmente 119 presos no regime fechado, apesar da capacidade para 104. No regime semiaberto, são 139 detentos em espaço projetado para 125 vagas. A maioria dos internos é oriunda da própria região, em um raio de até dez quilômetros da unidade.
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