REENCONTRO
Lei do ex? Relembre história de Erick, do Bahia, no Athletico
Volante vive melhor fase no Tricolor e encara equipe onde disputou 282 jogos e conquistou seis títulos

O Bahia entra em campo nesta quarta-feira, 1º, às 20h, na Arena Fonte Nova, pela nona rodada do Brasileirão, contra um velho conhecido de uma das principais peças do elenco - o Athletico-PR. Vice-artilheiro do Tricolor na temporada, o volante Erick reencontra seu ex-clube, com algumas "mágoas" recentes a encarar.
Há dois meses, o clube que teve Erick pela maior parte da carreira do atleta tentou repatriá-lo, fazendo propostas de empréstimo para o Bahia. O Esquadrão, no entanto, recusou, mantendo no Tricolor o atleta chegado em 2025.
Agora, os dois times se encontram depois do acesso do Athletico-PR à Série A do Brasileiro, e Erick encarará o ex-clube pela primeira vez desde que o recusou.
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Erick no Athletico-PR
Erick defendeu o Athletico-PR por cinco anos, de 2019 a 2024 - e fez muito no tempo que passou lá. Foram 282 jogos, 35 gols e seis títulos, se tornando uma das principais figuras do time e o sexto jogador com mais jogos pelo clube no século XXI, além de se tornar o quarto volante com mais gols da história da equipe.
Contratado após se destacar pelo Operário na Série C de 2018, Erick teve início gradual no Athletico. Em 2019, fez 29 jogos, sendo 18 como titular, marcou três gols e já acumulou experiências importantes, como a estreia na Libertadores e participação em mata-mata da Copa do Brasil.

Em 2023, atingiu seu melhor desempenho individual, com 4.423 minutos, e 14 assistências na temporada. Já em 2024, alcançou o auge em números, com 64 jogos e 4.919 minutos, embora tenha vivido o rebaixamento do clube no mesmo ano.
Apesar de ser volante, Erick foi de tudo no Athletico, atuando como segundo volante, lateral-direito, primeiro homem de meio-campo e até aberto pelos lados.
Assim, venceu quatro títulos do Campeonato Paranaense (2019, 2020, 2023 e 2024), a Copa do Brasil de 2019 e a Sul-Americana de 2021.

Chegada no Bahia
Foi então que o Bahia investiu 4,5 milhões de euros (cerca de R$ 28,7 milhões na época) na contratação do volante, que assinou por cinco temporadas. No primeiro ano no Esquadrão, Erick chegou a ser artilheiro do time, durante parte de 2025.
Na última temporada, no entanto, Erick enfrentou o primeiro grande problema físico da carreira, ficando cinco meses afastado por lesão na coxa. Ainda assim, encerrou o ano com títulos do Campeonato Baiano e da Copa do Nordeste, além de sete gols e uma assistência.

Projeções para 2026
Em 2026, o cenário é mais positivo. Sem problemas físicos, Erick soma cinco gols e duas assistências em 17 jogos, números que o colocam como vice-artilheiro do Bahia, atrás apenas de Willian José.
Com a lesão de Everton Ribeiro em março, o volante ganhou sequência entre os titulares e iniciou os últimos quatro jogos da equipe na Série A, sem ser substituído nas três partidas mais recentes.
Em alta e com histórico marcante no adversário, Erick chega para o reencontro carregando protagonismo, a chance de manter o bom momento diante de um velho conhecido e o peso do reencontro com o time onde viveu tanto, mas para onde não quer retornar.
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