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Luxemburgo escala Fábio Costa para abafar crise

O Santos agiu rapidamente para abafar a crise provocada pelos gestos obscenos que Fábio Costa fez para a torcida no final do jogo em que o time empatou por 1 a 1 com o Fluminense, quarta-feira à noite, na Vila Belmiro, e pela agressão que o goleiro sofreu quando saía do estádio com a mulher e o filho.
Vanderlei Luxemburgo quebrou a rotina de só falar com os jornalistas na véspera de jogos e já antecipou que Fábio Costa está escalado para o jogo de domingo, na Vila Belmiro, contra o Flamengo. No começo da tarde, o médico Carlos Braga afirmou que o goleiro estaria vetado devido a um corte no dedo indicador da mão direita, suturado com três pontos.
Menos de 15 horas depois das agressões, Fábio Costa foi o único titular que participou do coletivo contra o time de juniores, hoje à tarde, no Centro de Treinamentos Rei Pelé.
Depois, acompanhado de Vanderlei Luxemburgo, deu entrevista. Reconhecendo que errou e pediu desculpas à torcida santista. "Concordo que houve uma série de erros. Os problemas foram com algumas pessoas que ficam atrás do gol, aporrinhando, e não podemos generalizar. Não é a torcida do Santos. Poderia me negar a dar entrevista hoje, mas estou aqui, pedindo desculpas à torcida santista."
Fábio Costa contou que foi desrespeitado por um torcedor a caminho do carro onde estavam sua mulher, Mônica, e seu filho Fábio, de sete anos de idade. Ele disse que eu falhei no gol do Fluminense porque sou corintiano. Quando eu discutia com ele, surgiu um covarde que meu deu um soco por trás."
Quando tentou revidar a agressão, o goleiro atingiu com um caco de vidro o ouvidor do clube. "Numa situação generalizada é difícil identificar alguém. Se agredi alguém, peço desculpa. Éramos eu e dois seguranças do clube contra 20 ou 30 oportunistas", disse, não demonstrando preocupação nem quando soube que a vítima registrou a ocorrência num distrito policial da cidade.
Fábio Costa também procurou mostrar o seu amor ao clube. "Se eu não fosse santista, não adquiriria um imóvel (um apartamento de cobertura) na cidade, não compraria um camarote na Vila Belmiro e nem me tornaria sócio do Santos", afirmou o goleiro, que, na madrugada de quinta-feira, gritou várias vezes no vestiário que não jogaria mais no Santos. Mas mudou de idéia. "Tenho mais três anos de contrato e não sou de fugir a qualquer compromisso. Quem tem que considerar se a minha permanência no clube é benéfica ou não é a diretoria e a comissão técnica."
O goleiro chegou à sua casa por volta da 1h30 da madrugada desta quinta. Conversou muito com a esposa e o filho e depois telefonou para Vanderlei Luxemburgo, que decidiu que o caso teria que ser encerrado no mesmo dia. Fábio Costa deveria ter ido pela manhã à uma clínica de diagnóstico por imagem para fazer uma ressonância magnética para verificar a evolução de um problema muscular na coxa direita, mas cancelou o compromisso. Acordou às 14h30 e chegou ao CT Rei Pelé bem antes das 16 horas, quando todos os jogadores tinham que se reapresentar.
"Se a diretoria entender que eu tenho que falar com os torcedores, não vejo nenhum problema. Mas para mim, o assunto está superado", encerrou o goleiro.