ESPORTES
Madrugada terá baiano no ringue

Leia também:
Paulo Carvalho arrasa marroquino
O boxeador Washington Silva, da categoria até 81 kg, volta a subir no ringue na madrugada desta quinta-feira, às 3h45, quando enfrenta Samir Bastie, do Gana.
O ganês venceu Dauda Izobo, da Nigéria, por decisão do árbitro, que interrompeu a luta no terceiro assalto. Já Washington venceu na estréia Azea Augustama, do Haiti, por 6 a 2.
Da Vila Olímpica, em entrevista pelo messenger, Washington comentou o estilo de seu próximo adversário e a tática que adotará no próximo combate.
“Ele é um boxeador muito agressivo. Minha tática será estudar o adversário, esperar ele vir para o ataque para contra golpear”, disse Washington que está em sua segunda Olimpíada.
A expectativa do boxeador é ao menos igualar o feito de Servílio de Oliveira, único pugilista brasileiro a ter conquistado uma medalha até agora, com o bronze nos Jogos da Cidade do México, em 1968.
“Estou ansioso, mas não nervoso, já que treinei para isso. Sou profissional e não posso deixar o nervoso me atrapalhar nunca. Quero que essa Olimpíada me traga o reconhecimento que eu tanto espero. Quero ser considerado um grande atleta que atuou nos Jogos Olímpicos, assim como Servílio."
Para ele, a experiência adquirida há quatro anos, em Atenas, mesmo sendo eliminado logo na estréia, faz a diferença.
“Desta vez estou bem mais experiente e vim na expectativa de ganhar uma medalha. Treinei muito para isso. Quero levar uma medalha para minha querida Cruz das Almas”, disse o pugilista sobre a cidade do interior da Bahia onde foi criado.
Quer deixar Washington uma fera? É só dizer a ele que não é baiano. O boxeador nasceu em Diadema (SP), mas se considera da terra por ter vindo ainda criança para o Estado.
“Eu fui fabricado na Bahia, depois minha mãe viajou para São Paulo, começou a trabalhar e me teve lá. Porém, com três anos eu voltei e fui criado em Cruz das Almas. Meus pais são baianos e todos os meus irmãos também. O meu sotaque não nega”, explica.