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Maior artilheiro do Baianão, Claudio Adão acha difícil Neto superar sua marca

Passados 26 anos, o recorde de maior artilheiro de uma única edição do Baianão continua pertencendo a ele: Cláudio Adão. O feito, alcançado em 1986, quando defendia o Bahia, ainda é motivo de orgulho para o velho goleador, de 56 anos.
Em entrevista ao ESPORTE CLUBE, Adão falou da relação que tem com a marca pessoal e a expectativa que tem de ver alguém superá-la.
Já ficou sabendo que um jogador do Vitória pode bater sua marca histórica de 27 gols? O nome dele é Neto Baiano e ele já tem 21 gols...
Espera aí. Não fiz 27 gols não. Fiz 28. Tenho essa marca de cabeça. Vocês estão roubando meus gols pra ajudar esse menino aí, é? (A reportagem conferiu os números e o correto são mesmo os 27 gols). Não conheço esse Neto Baiano, mas se está chegando perto deve ser bom jogador. Agora, mesmo vocês diminuindo meus gols (risos) acho difícil ele me bater. Ele só tem mais oito jogos (se chegar até a final) e tem que fazer sete gols. É muito difícil.
Naquele time do Bahia de 1986, era moleza fazer gol também, né não?
Moleza pra quem sabe empurrar pro filó. O time era muito bom, tinha eu, Bobô, Zé Carlos, Estevam. Mas na hora de resolver, era comigo mesmo. Naquele ano, fui artilheiro do Brasil, com 68 gols. Lembro de todas minhas marcas, por isso acho que vocês estão roubando um gol meu. Fiz 28 (risos).
Como você analisa os atuais camisas 9 do futebol brasileiro? Tem gostado?
Acho que falta um pouco de técnica a eles. Não vi esse menino Neto Baiano, mas se ele tá me perseguindo, deve ser bom. Vamos ver se ele consegue fazer gols no Brasileiro, quando o bicho pega. Enfim, dos jogadores que acompanho, gosto bastante do Fred. Lembra meu futebol, apesar dele não saber cabecear como eu. Mas também é difícil ser parecido comigo, né não? (risos).