PRECONCEITO
Mbappé quase desistiu de jogar pela França por racismo após eliminação
Com um título, um vice e doze gols em Copas, o atacante é o principal atleta de sua seleção

Com a Copa do Mundo de 2026 chegando, o francês Kylian Mbappé é um dos principais jogadores do planeta em Copas, após um título, um vice e doze gols - mas isso quase não se concretizou.
Depois da eliminação que sofreu com a França para a Suíça na Eurocopa de 2021, o atacante conta que cogitou deixar a Seleção Francesa, com apenas 22 anos de idade.
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Mbappé revelou ao The Bridge que foi alvo de ataques racistas após a eliminação, em que desperdiçou o pênalti decisivo e passou a receber insultos nas redes sociais, incluindo ofensas racistas, o que minou sua relação com a torcida do próprio país.
"Eu queria desistir da seleção. Quando perdi o pênalti, muita gente começou a me chamar de macaco. Eu me perguntei: são essas as pessoas por quem eu luto em campo?", desabafou.
O atacante afirmou que viveu um período difícil após o episódio, descrevendo-se como um "morto-vivo" durante as férias. Ele chegou a comunicar ao presidente da federação francesa que não queria mais defender o país, mas foi convencido a seguir.
Racismo
O caso reforça um problema recorrente no futebol mundial - o racismo direcionado a atletas, especialmente após momentos decisivos. No clube em que joga, o Real Madrid, Mbappé convive muito com a pauta, que marca o time desde que Vini Jr começou a ser alvo de ofensas há oito anos.
Adotando a mesma postura de enfrentamento que o colega de time, Mbappé seguiu defendendo a França, e chega à Copa de 2026 como principal referência da equipe mesmo em um ano em que a Bola de Ouro foi para um francês, o jogador do Paris Saint-Germain Ousmane Dembelé.
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