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VENDA DE JOGADORES

Por que o rebaixamento do Lyon pode prejudicar o Botafogo

Os dois clubes pertencem à Eagle Football, rede de times de John Textor que funciona em sistema de caixa único

Marina Branco
Por Marina Branco
John Textor, dono do Botafogo
John Textor, dono do Botafogo - Foto: JUAN MABROMATA / AFP

O Lyon, tradicional clube francês, foi rebaixado à segunda divisão da Ligue 1 - e isso pode vir a afetar o Botafogo. John Textor, dono da rede multi-clubes Eagle Football, controla ambos os clubes, conectando França e Brasil em seus negócios.

O clube foi rebaixado por problemas financeiros, seguindo a decisão da Direção Nacional de Controle e Gestão. Para o Botafogo, a grande questão é o modelo de operação da Eagle com sistema de caixa único, onde cada clube da rede não possui valores próprios, mas sim um grande montante coletivo para todos.

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Assim, transações feitas em qualquer time geram renda para todos os outros, e um deles pode ser usado para "salvar" outro financeiramente. O próprio John Textor já afirmou, em novembro do ano passado, que o Botafogo "teria que reabastecer" o Lyon, possivelmente vendendo atletas para gerar renda para o francês.

As movimentações já começaram - o clube inglês Crystal Palace, integrante da Eagle, anunciou que o empresário Woody Johnson, do New York Jets, comprou parte do Crystal, já rendendo algum dinheiro a Textor.

Agora com o Lyon passando dificuldades, o poder aquisitivo da Eagle diminui, e consequentemente, o do Botafogo também. A perda de valores da Ligue 1, de competições europeias, cotas de TV e patrocínios fez com que o Botafogo se tornasse o clube mais valorizado da rede, precisando fazer vendas para arrecadar dinheiro.

Tudo pode melhorar caso o Lyon tenha sucesso ao recorrer para voltar a jogar a primeira divisão na próxima temporada, plano ainda sem respostas concretas.

Além disso, o Botafogo perdeu um grande atrativo para receber novos jogadores, que vinham com a perspectiva de serem transferidos para o Lyon em um futuro próximo. Agora com o francês na segunda divisão, a troca não é mais atrativa para a maioria dos atletas, diminuindo negociações no alvinegro.

Foi o que aconteceu com Thiago Almada, que chegou ao Botafogo em julho do ano passado já confirmado no Lyon em janeiro de 2025, e Luiz Henrique, que chegou ao Botafogo com a condição de poder pedir a transferência para o Lyon a qualquer momento durante os cinco anos de contrato, negociação interrompida pela venda para o Zenit.

"Nenhuma rede multi-clubes faz isso, um dono que deixa a decisão para o jogador. A decisão é dele. É o que fazemos aqui. A água corre por onde deve, certo? Eu não controlo essas decisões", comentou Textor.

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Botafogo John Textor Lyon

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