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KAUÊ FURQUIM CONTRA O FLAMENGO

Por que Rogério Ceni escalou um menino de 16 anos contra o Flamengo

Aos 16 anos, Kauê Furquim jogou pelo Bahia contra o Flamengo no Brasileirão

Marina Branco e Téo Mazzoni
Por Marina Branco e Téo Mazzoni
| Atualizada em
Kauê Furquim pelo Bahia
Kauê Furquim pelo Bahia - Foto: Rafael Rodrigues/ECB

Muito além dos veteranos consolidados no time, o Bahia contou com seus meninos da base para vencer o Flamengo por 1 a 0 na 27ª rodada do Brasileirão. Os Pivetes de Aço, bem representados por Tiago que, em sua primeira temporada profissional, vem tendo crescimentos marcantes, têm cada vez mais marcado presença no time principal, e sendo reconhecidos por Ceni como opções.

Um deles é Luiz Gustavo, comentado por Ceni na coletiva. "É um menino muito trabalhador, precisa melhorar o jogo aéreo e a condução, mas é talentoso. Pode jogar ainda este ano, ou então vai ser observado no Campeonato Baiano. Temos paciência, é um investimento de longo prazo", afirmou o professor.

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No entanto, outros tiveram a chance que buscavam inclusive contra times grandes como o Flamengo. Foi o caso de Kauê Furquim, de apenas 16 anos, que encarou o ex-líder em um jogo de Brasileirão.

"Não vou ser hipócrita: o que me motivou foi a ausência do Pulga e do Sanabria. Precisava de uma opção de velocidade no banco. É um jogador de potencial, um ponta que sabe trazer para dentro, tem drible e acha o passe certo. Hoje era uma situação atípica, ele estava nervoso, mas viveu algo que poucos vivem: jogar contra o Flamengo com 16 anos", completou.

Nascido em 2009 e tido por muitos como o melhor jogador desse ano no Brasil, Kauê vem sendo conhecido por Ceni. "Eu não tenho parâmetro dos outros 2009 do Brasil. Quem conhece mais é o Leandro, que trabalha comigo há anos na base", disse o professor.

"Mas vejo potencial nele, é lúcido, tem bom passe, drible e visão. Só precisamos ter calma e esperar o tempo correto. Hoje ele jogou por necessidade, mas o futuro dele é promissor", projetou.

Ceni destacou que não se considera “conservador” com jovens: "Sempre usei base. No São Paulo, em 2017, subi 55% do elenco para o profissional. No Flamengo, lancei o João Gomes. Gosto de trabalhar com jovens, mas é preciso respeitar o tempo certo de maturação. Se me derem um de 16 pronto, eu uso".

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Brasileirão EC Bahia Pivetes de Aço Rogério Ceni

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