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"Fiquei chateado": Rafael Ratão abre o jogo por falta de sequência com Ceni no Bahia
Atacante afirmou que sonhava em trabalhar com Rogério Ceni, mas revelou que esperava jogar mais

A passagem de Rafael Ratão pelo Esporte Clube Bahia foi marcada por sentimentos mistos. Se, por um lado, o atacante realizou o sonho de trabalhar com Rogério Ceni — ídolo de infância por causa da identificação com o São Paulo —, por outro, deixou o clube com a sensação de que poderia ter recebido mais oportunidades dentro de campo.
Em entrevista exclusiva ao portal A TARDE, Ratão destacou que trabalhar com Rogério foi a realização de um sonho pessoal e afirmou que o período no clube ficará marcado para sempre em sua trajetória profissional. Apesar disso, admitiu que ficou incomodado com a falta de sequência em campo.
Eu fiquei chateado porque sentia que poderia ter jogado mais. Mas isso é normal em qualquer profissão
“Tive momentos em que entrava bem, dava assistência, fazia gols importantes, mas nunca tive uma sequência de verdade [...] Jogador precisa de sequência. Precisa jogar cinco, seis partidas seguidas para mostrar seu potencial. Ainda mais no Brasil, onde quase não se treina por conta das viagens”, comentou Ratão durante a entrevista.
Apesar da insatisfação com o pouco espaço, o atacante fez questão de deixar claro que nunca teve problemas pessoais com Rogério Ceni. Ainda assim, apontou que o treinador poderia variar mais a equipe em determinados momentos: “Acho que um ponto em que ele pode melhorar é justamente na insistência em alguns jogadores e esquemas táticos”.
Às vezes o time precisava de mudanças e ele demorava para mexer [...] Acho que faltava um pouco desse feeling para rodar mais o elenco
Mesmo com as críticas pontuais, Ratão demonstrou respeito pelo treinador e reconheceu que talvez não se encaixasse totalmente na proposta tática implementada pelo comandante tricolor. “Entendo também as escolhas do treinador. Talvez eu não encaixasse no perfil tático do Rogério [...]”, pontuou o atacante durante a entrevista.
Fica aquela sensação de que poderia ter feito mais. Poderia ter jogado mais, ajudado mais. Mas não é mágoa
Durante o período em que defendeu a camisa azul, vermelha e branca, Rafael Ratão disputou 54 jogos, sendo apenas 13 deles como titular. Ao longo de metade da temporada de 2023 e de todo o ano de 2024, o atacante marcou dez gols e distribuiu quatro assistências pelo Bahia.
Em 2025, Ratão foi emprestado pelo Tricolor ao Cerezo Osaka, do Japão. Já nesta temporada, o atacante foi vendido em definitivo ao Shanghai Shenhua, da China.
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Quase voltou para a França?
Ainda durante a conversa, Ratão confidenciou que, pouco tempo após sua chegada ao Bahia, pensou em retornar ao Toulouse — clube que defendia antes da volta ao futebol brasileiro — justamente pela falta de sequência. Segundo o atacante, ele chegou a conversar com o presidente da equipe francesa, mas o Tricolor de Aço não quis liberar sua saída naquele momento.
De acordo com o jogador, após seis temporadas atuando na Europa, ele imaginava que chegaria ao Bahia já adaptado, vivendo um grande momento e atuando regularmente, o que acabou não acontecendo. Por isso, passou a questionar o rumo da própria carreira: “Será que é isso mesmo que quero para minha carreira?”.
Cheguei a pensar em voltar para a França. Conversei até com o ex-presidente do Toulouse. Mas acabou não acontecendo
“Conversei com o Cadu, do Bahia, e também com pessoas do Toulouse sobre uma possível volta. Mas o Bahia não quis me liberar naquele momento. Eles acreditavam que eu poderia me adaptar melhor depois de uma pré-temporada. Acabei ficando mais um ano, mas continuei sem ter muitos minutos”, comentou o atacante.
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