ESPORTES
Sem consenso no campo, clássico Ba-Vi já parou nos tribunais

Quando nem a extensão do campo é suficiente para resolver a rivalidade do clássico Ba-Vi, a situação, inapelavelmente, vai parar nos tribunais de justiça.
Nos registros contabilizados pela reportagem de A TARDE, em decisões envolvendo o clássico, foram três episódios em que os trajes desportivos foram trocados pelos ambientes forenses, até que a decisão fosse, enfim, decretada.
Em 1958, a Federação Baiana de Desportos Terrestres (FBDT) precursora da atual FBF (Federação Baiana de Futebol) vivia uma crise política. Os clubes haviam rachado em torno da permanência do então presidente Walney Machado.
Apenas o Bahia ficaria contra a manutenção do mandatário no cargo. Em 17 de maio de 1959, o Campeonato Baiano referente ao ano anterior seria decidido em uma final entre Bahia e Vitória.
O clima pesado dos bastidores havia sido arrastado para o campo da Fonte Nova, onde a partida foi disputada.
Com um gol solteiro de Geraldo, o Tricolor faturou o caneco (então o 14º do Esquadrão). Para oficialmente ser decretado campeão, o Bahia, no entanto teve que recorrer ao Tribunal de Justiça, que só validou a conquista em 13 de junho do mesmo ano.
Com a posse do título, o Bahia pôde participar da I Taça Brasil, torneio que o mesmo faturaria depois, sagrando-se o primeiro clube campeão da história dos Campeonato Brasileiros.
Um ano depois, em 1959, novo quiprocó. Em regulamento confuso, o campeonato de 1959 só foi terminar em 1961 (inclusive com a final sendo disputada depois do campeonato de 1960). Bahia e Vitória duelaram na final. O título do 1º turno (no total de três em disputa) foi contestado pelo Bahia nos tribunais. O Bahia venceria a causa no tapetão e também o campeonato de 59, já tendo sido vencedor de 1960.
Em 1999, nova bagunça envolvendo a dupla. O Bahia vence o primeiro jogo por 2 a 0. A final, que seria no Barradão, é contestada na justiça pelo Tricolor, por meio do Itapagipe. No dia 13 de junho, o Bahia vai para Fonte e dá a volta olímpica. O Vitória faz o mesmo no Barradão. Por fim, a FBF dividiria o título entre os dois.