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Sem consenso no campo, clássico Ba-Vi já parou nos tribunais

André Uzêda l A TARDE
Por André Uzêda l A TARDE
| Atualizada em

Quando nem a extensão do campo é suficiente para resolver a rivalidade do clássico Ba-Vi, a situação, inapelavelmente, vai parar nos tribunais de justiça.

Nos registros contabilizados pela reportagem de A TARDE, em decisões envolvendo o clássico, foram três episódios em que os trajes desportivos foram trocados pelos ambientes forenses, até que a decisão fosse, enfim, decretada.

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Em 1958, a Federação Baiana de Desportos Terrestres (FBDT) – precursora da atual FBF (Federação Baiana de Futebol) – vivia uma crise política. Os clubes haviam rachado em torno da permanência do então presidente Walney Machado.

Apenas o Bahia ficaria contra a manutenção do mandatário no cargo. Em 17 de maio de 1959, o Campeonato Baiano referente ao ano anterior seria decidido em uma final entre Bahia e Vitória.

O clima pesado dos bastidores havia sido arrastado para o campo da Fonte Nova, onde a partida foi disputada.
Com um gol solteiro de Geraldo, o Tricolor faturou o caneco (então o 14º do Esquadrão). Para oficialmente ser decretado campeão, o Bahia, no entanto teve que recorrer ao Tribunal de Justiça, que só validou a conquista em 13 de junho do mesmo ano.

Com a posse do título, o Bahia pôde participar da I Taça Brasil, torneio que o mesmo faturaria depois, sagrando-se o primeiro clube campeão da história dos Campeonato Brasileiros.

Um ano depois, em 1959, novo quiprocó. Em regulamento confuso, o campeonato de 1959 só foi terminar em 1961 (inclusive com a final sendo disputada depois do campeonato de 1960). Bahia e Vitória duelaram na final. O título do 1º turno (no total de três em disputa) foi contestado pelo Bahia nos tribunais. O Bahia venceria a causa no tapetão e também o campeonato de 59, já tendo sido vencedor de 1960.

Em 1999, nova bagunça envolvendo a dupla. O Bahia vence o primeiro jogo por 2 a 0. A final, que seria no Barradão, é contestada na justiça pelo Tricolor, por meio do Itapagipe. No dia 13 de junho, o Bahia vai para Fonte e dá a volta olímpica. O Vitória faz o mesmo no Barradão. Por fim, a FBF dividiria o título entre os dois.



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