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Stock Car cria vagas, mas não há aumento das diárias


O governo do estado da Bahia estima que a Stock Car - que acontece neste sábado, 25, (treino) e domingo, 26, (corrida) nas pistas do Centro Administrativo, em Salvador - vá criar 2 mil postos de trabalhos temporários durante o fim de semana de realização do GP Bahia. A maioria é de funcionários tercerizados, contratados para cuidar da limpeza, segurança e primeiros-socorros.
Em relação ao ano passado existe um aumento de 5% na criação de serviços no setor. Desde 2009, a Bahia recebe a corrida, que este ano deve gerar R$ 18 milhões para o estado, ainda de acordo com dados oficiais do governo. Como contraponto para este crescimento, os trabalhadores criticam o congelamento das diárias desde o primeiro ano da realização do GP Bahia - o pagamento é por dia de trabalhado, alternando o valor pela função que cada um ocupa.
Pelo índice IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) somente no ano passado a inflação cresceu 6,5%, número o que afeta diretamente o poder de compra do brasileiro. Os contratos com as terceirizadas são celebrados diretamente com a Vicar, empresa responsável pela organização da Stock Car.
Roberta Silva Sena, de 32, por exemplo, trabalha pelo terceiro ano seguido na limpeza da pista durante o fim de semana da corrida. Desde 2010 recebe o mesmo valor por uma jornada de 11 horas: R$ 40. "É difícil aumentar. Mas é nossa oportunidade de ganhar um dinheirinho. Se você achar pouco e não aceitar, tem uns 500 para a mesma vaga", diz.
Hierarquia - A mesma situação se repete em outras áreas. Segundo o coordenador dos brigadistas, Adilson Soares, o valor pago para estes funcionários também se manteve inalterado. "Em 2009 nossa empresa prestou o serviço para a Stock. Nos últimos dois anos foi uma outra empresa contratada, mas agora que voltamos o valor médio pago continua entre R$ 70 e R$ 90, o mesmo de três anos".
Na área de segurança, a única variação existente ocorre no local em que cada guarda fica de prontidão. A hierarquia acaba estabelecendo o preço da diária paga a quem trabalha.
"Aqui onde estou (em frente à entrada dos boxes), paga-se R$ 70 por dia. Mas, lá no camarote, esse valor chega a R$ 90. Já conversei com o meu coordenador e acho que vou trabalhar lá no camarote no dia da corrida", diz, esperançoso.