VENCER OU SUMIR
Vitória busca evitar desclassificação e a paralisação do time até 2023
Com 23 pontos e na 11ª colocação, o Rubro-Negro baiano precisa vencer o líder Mirassol


Uma das frases mais comuns ditas por jogadores de futebol em véspera de jogo é: “temos que encarar como uma final”. Muitas vezes é aplicada de forma aleatória ou inadequada, principalmente quando antes de partidas sem tanta importância ou em começo de campeonato, como um clichê. Mas, para o Vitória, não há momento melhor para que essa expressão seja externada pelos atletas.
Com 23 pontos e na 11ª colocação, o Rubro-Negro baiano precisa vencer o líder Mirassol, que tem dez pontos a mais, hoje, às 19h, no estádio Municipal de Mirassol, em partida válida pela penúltima rodada da Série C, para manter a chance de entrar no G-8 no último duelo da primeira fase, contra o Brasil-RS, no próximo dia 13, no Barradão.
A distância para o grupo que avança para a segunda fase, que é aberto pelo Remo, oitavo colocado com 25 pontos, é de apenas dois pontos, e um resultado negativo diante do Mirassol pode ter consequências devastadoras, já que a distância para o G-8 aumentaria e, possivelmente, se tornaria inalcançável, a depender da combinação de outros resultados da rodada.
Devastadora é a palavra adequada a ser usada nessa atual situação, já que em caso de derrota o Vitória teria a sua temporada encerrada no dia 13 de agosto e só voltaria a ter calendário futebolístico em 2023, com o início do Campeonato Baiano. O fim precoce do ano traria ainda mais complicações financeiras para o clube e o faria ‘sumir’ temporariamente do mapa do futebol, perante à sua própria torcida.
Sem jogos envolvendo o time do coração, o único motivo para fazer o torcedor sair de casa e se reunir seria a eleição presidencial, marcada para 10 de setembro deste ano e com alguns nomes já sendo confirmados nos últimos dias, como o do próprio atual presidente, Fábio Mota.
Esperança
Para evitar o fim precoce da temporada de 2022, o técnico João Burse terá o retorno do maior destaque do Vitória desde a chegada do atual treinador. “Rafinha fez os treinamentos com a gente e está pronto para o jogo”, afirmou o treinador na entrevista coletiva da última sexta-feira.
Autor de seis gols na Série C, o meia-atacante Rafinha se tornou peça fundamental no esquema de Burse e, por coincidência ou não, o Vitória caiu muito de desempenho desde que ele se lesionou e foi substituído aos 36 minutos do primeiro tempo, no empate sem gols com o Ferroviário-CE. Na rodada seguinte, a igualdade em 2 a 2 com o ABC, no Barradão, ele ficou de fora.
Rafinha volta, mas o time segue tendo um importante desfalque. Dessa vez, será o meia Eduardo, suspenso. Segundo Burse, dois atletas disputam a vaga na equipe titular. “Com Gabriel Honório, a gente ganha um meia, com as mesmas características do Dudu. Com Zé Vitor, a gente puxa ele para trás e adianta Dionísio. São situações treinadas durante a semana e vamos colocar aquilo que a gente melhor sentiu”, avaliou.
“A semana foi ótima. Treinamento com muita seriedade. Os atletas focados, se dedicando muito. Os atletas e todos nós sabemos da responsabilidade e estamos preparados para fazer um grande jogo”, completou o técnico.
Com João Burse no comando, o Leão está invicto e soma três empates e três vitórias, com um aproveitamento de 66,6% dos pontos disputados. “Por mais que [o Mirassol] seja o líder, temos que confiar no nosso trabalho, na nossa camisa, nosso escudo, que é muito grande, para buscar os três pontos para nos manter vivos na competição, e depois fechar em casa”, disse o lateral Alemão durante a semana.
E como já era esperado, Alemão finalizou daquele jeitão dos boleiros: “Creio que com um tropeço já não tem mais chance. Temos que encarar como final mesmo, dar o melhor. É encarar como jogo de final mesmo”, sentenciou.