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Sorvete da Ribeira une tradição da Itália e sabores locais

Publicado quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014 às 06:42 h | Atualizado em 21/01/2021, 00:00 | Autor: Verena Paranhos
O colorido das combinações salta aos olhos na casa tradicional
O colorido das combinações salta aos olhos na casa tradicional -
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Tão difícil quanto escolher entre os mais de 60 sabores da Sorveteria da Ribeira é descobrir qual o segredo do sorvete mais tradicional da cidade, que  atrai gente do mundo inteiro.  

"É fazer com amor e carinho", esconde o jogo Francisco Lemos, que assumiu há cinco anos o estabelecimento fundado por um italiano em 1931, que foi epois administrado por quatro décadas por um espanhol. Com um pouco mais de insistência ele  começa a dar pistas:  "O melhor sorvete do mundo é italiano. Chegou  aqui e encontrou nossas frutas, aí deu tudo certo".

Segundo  Lemos, o diferencial está na produção artesanal e na qualidade das frutas, que são despolpadas manualmente assim que amadurecem e, em seguida, congeladas. Isso garante a variedade de sabores o ano todo. "Frutas como pinha e jaca não podemos congelar, só temos  mesmo na safra".

Outro aspecto destacado por ele é o uso de máquinas artesanais. "É só  bater o sorvete no ponto para ficar cremoso".

Carros-chefes da casa, os sorvetes de frutas são feitos à base de água e não levam nada além de açúcar e emulsificante importado. Mas alguns truques fazem toda a diferença. "Banana caramelada e delícia de abacaxi são incrementados com doces caseiros", revela Patrícia Silveira, mestre sorveteira da casa há cinco anos.

Os favoritíssimos tapioca e coco (nas opções tradicional, verde ou queimado) têm como base o leite de coco. Já as receitas dos cremosos (chocolate, amarena, doce de leite e morango)  levam leite ou  iogurte.

Florisvaldo Sales Carvalho (o Forró), que trabalha na Sorveteria da Ribeira há 29 anos, garante que, com o passar do tempo, a receita não se perdeu. "A qualidade é a mesma, o sorvete só melhora". De segunda a sexta, ele integra o time de dez funcionários da produção e nos fins de semana vai para o balcão. "Os clientes fazem questão de cumprimentá-lo", diz Lemos.

Imagem ilustrativa da imagem Sorvete da Ribeira une tradição da Itália e sabores locais

Processo de fabricação do sorvete é artesanal (Foto: Eduardo Martins | Ag. A TARDE)

Como o favorito de uma pessoa pode ser considerado o mais exótico por outra, Forró diz gostar de todos, mas deixa escapar: "Tem gente que acha estranho jenipapo, cajarana, sapoti, biri-biri".

O operador de caixa Jeferson Passos identificou uma tendência na clientela. "As crianças pedem  chocolate e os  idosos milho verde ou ameixa. Os jovens preferem frutas (cajá e mangaba). Todo mundo toma coco e tapioca".

Lúcia Oliveira, 74 anos, confirma parcialmente a  lógica do operador: "Morava aqui pertinho, a vida toda ameixa foi meu favorito. O sorvete não mudou, por isso venho do Cabula".

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