UE denuncia 'crimes de guerra' cometidos pela Rússia na Ucrânia

Teatro da cidade de Mariupol foi fortemente bombardeado, mesmo servindo de refúgio para centenas de civis

Publicado quinta-feira, 17 de março de 2022 às 18:22 h | Atualizado em 17/03/2022, 19:02 | Autor: AFP
Milhares de civis já deixaram as cidades bombardeadas pela Rússia
Milhares de civis já deixaram as cidades bombardeadas pela Rússia -

A União Europeia (UE) condenou nesta quinta-feira, 17, as "graves violações do direito humanitário" e os "crimes de guerra" cometidos pela Rússia na Ucrânia, e afirmou que os dirigentes russos terão que prestar contas por esses atos.

"A UE condena nos termos mais enérgicos as Forças Armadas russas e seus líderes, que continuam atacando a população civil e as infraestruturas ucranianas", afirmou o alto representante para a política externa da UE, Josep Borrell, em comunicado.

O teatro da cidade ucraniana de Mariupol (sudeste) "foi fortemente bombardeado na quarta-feira, mesmo servindo de refúgio, bem conhecido e claramente identificado, para os civis, incluídas as crianças", denunciou Borrell.

Além disso, segundo a ONG Human Rights Watch, as forças russas lançaram três ataques distintos contra a cidade de Mykolaiv, lembra a nota.

"Esses ataques deliberados contra civis e infraestruturas civis são vergonhosos, reprováveis e totalmente inaceitáveis. Constituem graves violações do direito internacional humanitário", disse Borrell, que responsabilizou o governo russo por tais "atos de agressão militar e de toda a destruição e mortes que provocam".

"Os autores dessas graves violações e crimes de guerra, assim como os dirigentes governamentais e chefes militares, terão que prestar contas", advertiu.

O procurador-geral do Tribunal Penal Internacional (TPI), Karim Khan, anunciou no dia 2 de março a abertura de uma investigação sobre supostos crimes de guerra cometidos na Ucrânia.

Por sua vez, o presidente americano, Joe Biden, chamou ontem o seu homólogo russo, Vladimir Putin, de "criminoso de guerra".

"Visar intencionalmente os civis como alvo é um crime de guerra", disse nesta quinta-feira o secretário de Estado americano, Antony Blinken.

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