CADERNO IMOBILIÁRIO
Serviço permite pagamento e troca de acomodação


São diferentes as modalidades de serviço oferecidas pelos sites de hospedagem - podendo envolver pagamento ou não. Há desde os que reúnem ciclistas de todo o mundo querendo abrigar outros aficionados (Warm Showers); comunidade que deseja "surfar" de sofá em sofá sem nada pagar (Couchsurfing); quem queira se hospedar em troca de pequenos trabalhos (Work Away); ou, simplesmente, trocar uma noite de acomodação por outra (Nightswapping).
"Embaixador" do Couchsurfing em Salvador, o biólogo Melek Ângelo Alerson, 34, conta já ter abrigado, em quatro anos, mais de mil pessoas em sua casa, no Barbalho, e feito contato com outras 10 mil, sempre na base da colaboração, sem condicionar a pagamento algum. Segundo ele, a ideia é a simples troca de hospitalidade e gentileza.
"Com o Couchsurfing você pode hospedar ou não. Hospedagem que pode ser cobrada ou não. O importante mesmo é você estar disponível para esse viajante, servir de guia local. Fazemos encontros diários e semanais entre os membros da comunidade. Toda essa troca, por exemplo, vai me permitir fazer um doutorado na Alemanha", conta.
Para o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis da Bahia (Abih), Manolo Garrido, é preciso que haja a regulamentação do setor - que abrange os novos modelos de negócio compartilhado - com o objetivo de proteger o consumidor.
Segundo ele, 35% da receita da indústria hoteleira vai para o governo, por meio de impostos, sendo necessário, portanto, haver equalização nas cobranças e contrapartidas.
"A gente acredita que o que está aí ninguém muda. E não é a vontade de um que vai mudar. É preciso regulamentar, sim, para não haver abuso e o consumidor ter consciência de que precisa ser protegido. Temos de saber conviver com os novos modelos de negócio".