COLUNA DO MANNO
Para Não Dizer que Não Falei Das Flores

Acabou! 2015 vai se despedindo do seu calendário esportivo, deixando poucas saudades para alguns e muitas alegrias para outros. Climão de adeus nos campeonatos brasileiros das séries A e B. Para o Bahia, um adeus melancólico e triste, com gosto de decepção e frustração. A boa notícia é que o clube arregaçou as mangas e já começou a pensar em 2016, apesar de não ter conseguido o acesso.
Estamos de volta ao começo. A reestruturação no Bahia passa obrigatoriamente por mudanças de diretor de futebol à equipe técnica; de elenco a planejamento. O Bahia irá disputar no ano que vem, além da Série B novamente, a Copa do Brasil, o Baianão e a Copa do Nordeste. Quatro campeonatos importantes. Não dá tempo para ficar chorando pitangas e lamentando o que não tem mais jeito. Se, além do preparo físico, evidentemente comprometido durante todo o campeonato, há outros problemas a serem resolvidos, é hora de ter foco e trabalhar. Estabelecer metas e cumpri-las. Olhar para a frente. Se este foi o ano de resolver as finanças e arrumar a casa, que ano que vem seja o ano de ganhar títulos.
É urgente montar uma equipe combativa e disposta a honrar o manto tricolor, orgulhando o torcedor com demonstração de vontade, garra e disposição. É preciso vermos um time comprometido. Uma equipe de menos estrelas e mais constelações. Agora sim tem que ser a vez do futebol.
A mudança do departamento de futebol foi um duro mas necessário golpe para o Bahia. A substituição de Alexandre Faria por Nei Pandolfo - que fez um belo trabalho à frente do Sport - é bem-vinda e providencial.
Todos lembramos que, durante a campanha, o presidente Marcelo identificava que havia falhas no setor e que ele entendia a necessidade de mudanças. O reconhecimento de que estas mudanças não obtiveram sucesso e sua disposição em recomeçar o trabalho no departamento de futebol é uma demonstração de maturidade. É importante que haja maturidade em ambas as partes; diretoria e torcida. Não há nada pior do que tentar fazer um bom trabalho em um ambiente tumultuado. E o torcedor tem que caminhar junto.
Não é hora de olhar para trás. É preciso reconhecer os erros, corrigi-los e manter-se confiante no trabalho.
O Bahia é um grande e admirável time do futebol brasileiro. Acredito que todos que se predispõem a administrá-lo, a submeter-se a críticas, cobranças e provocações constantes, o fazem por amor ao clube. Que não seja então o ódio o combustível da crítica. Que não seja a inveja o motor dos insatisfeitos. Que não seja a difamação o argumento dos rivais.
Que seja o amor ao clube a bandeira que pede e pedirá sempre por mudanças e melhorias. É disto que precisamos: de jogadores que amem jogar no Bahia. De torcedores que amem o Bahia além de interesses políticos e pessoais. Precisamos de tranquilidade e comprometimento. De paz e amor. E de um bocadinho de título também.
Boa sorte neste novo ano para o Bahia que já se iniciou. Boa sorte a Nei Pandolfo. Boa sorte nas negociações com Kieza e com os novos contratados. Bahia 2016! Começou!