Pastelaria no Cabula aposta nos sabores regionais

Publicado quinta-feira, 29 de agosto de 2019 às 13:32 h | Atualizado em 04/09/2019, 10:06 | Autor: Tatiana Mendonça*

Pense num escondidinho tão escondido que vem dentro de um pastel. É o Maria Bonita, com pirão de aipim e carne de sol, batizado com o mesmo nome do lugar onde é servido. A pastelaria tem outros 55 sabores, muitos deles bem regionais, um gostinho nosso que já amolece qualquer coração. “A gente tem uma resistência em ser gourmet. A gente quer ser da terra, raiz, não quer ser Nutella”, diz Valdísia Braga, que conta, com orgulho, que nasceu em Cachoeira.

Em Salvador, comandou por oito anos o restaurante do Sebrae até comprar a barraquinha de zinco onde o irmão vendia pastéis no Cabula. Com muita luta, foi ampliando o espaço, que hoje tem cara de restaurante. A TV costuma exibir DVDs de cantores sertanejos, coisa um tanto irritante para quem não gosta do gênero. Mas voltemos ao que interessa, os pastéis. Eles custam R$ 8 na versão tradicional ou R$ 9 para as combinações especiais, como o delicioso Gonzaga, que leva carne-seca desfiada, banana-da-terra frita e catupiry. Os mais pedidos são mesmo os que vêm do mar, como os de camarão, nas versões com catupiry, cheddar e queijo (o normalzinho mesmo).

Para além dos recheios, a massa é sequinha e crocante. Se ela for seu interesse exclusivo, dá até para pedir um pastel de vento, que custa R$ 2. O molhinho de pimenta que fica esperando na mesa também faz, com justiça, sucesso entre os clientes. Uma das paredes do lugar foi ilustrada com frases de grande potencial para construir um mundo melhor, feito a que exorta: “Menos arenga, mais pastel”. 

Maria Bonita Pastelaria R. Tenente Valmir Alcântara, 182 – Cabula. De segunda a sábado, das 17h às 22h. Tel. (71) 98742-7072.

Destaque São 56 combinações, entre tradicionais e especiais, com massa sequinha e crocante. Não saia sem experimentar o molhinho de pimenta.

*A repórter visitou o local anonimamente - e pagou a conta :)

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