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'ISOLAMENTO'

Argentina segue EUA e formaliza saída da OMS; veja o que muda no país

Apesar de oficializada nesta semana, decisão havia sido anunciada pelo presidente Javier Milei em fevereiro de 2025

Gustavo Nascimento
Por
Javier Milei, presidente da Argentina
Javier Milei, presidente da Argentina -

A Argentina não faz mais parte da Organização Mundial da Saúde (OMS), segundo decisão confirmada pelo ministro das Relações Exteriores do país, Pablo Quirno. A medida havia sido anunciada pelo governo do presidente Javier Milei no dia 5 de fevereiro de 2025, mas foi oficializada somente nesta terça-feira, 17.

O desejo de Milei de deixar a OMS seguiu a postura de Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, que assinou um decreto em 20 de janeiro de 2025, logo após a posse, para deixar a organização. A saída dos EUA, no entanto, só foi oficializada no dia 22 de janeiro de 2026.

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A organização foi fundada em 1948, pouco tempo após a 2ª Guerra Mundial, e é responsável por coordenar esforços internacionais em saúde pública. Sediada em Genebra, na Suíça, a OMS conta com 194 países membros e tem como missão promover a saúde e coordenar respostas a emergências globais de saúde.

Apesar da saída da OMS, o ministro Pablo Quirno afirmou que a Argentina continuará a cooperar internacionalmente em saúde por meio de acordos bilaterais, preservando sua soberania em políticas de saúde.

O que motivou a decisão?

Javier Milei foi um dos principais críticos das orientações da OMS durante a pandemia, quando ele ainda não era presidente.

O grupo político do presidente argentino, o A Liberdade Avança, argumentou que a OMS não cumpriu seu propósito durante a pandemia, além de criar políticas que teriam comprometido a soberania nacional argentina.

Em junho de 2024, já durante o mandato de Milei, a Argentina começou a sinalizar sua saída da organização ao não aderir a um tratado pandêmico, declarando que não aceitaria acordos que afetassem sua soberania.

Consequências de deixar a OMS

Um relatório do Conselho Nacional de Pesquisas Científicas e Técnicas (Conicet), principal instrumento de pesquisas científicas da Argentina, indica que a saída da OMS poderá isolar o país da comunidade científica.

Além disso, especialistas apontam que esse movimento pode levar a um menor acesso a medicamentos e vacinas, além da perda de apoio técnico e financeiro, o que poderia deixar o país mais vulnerável a crises de saúde.

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Argentina Javier Milei oms

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