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Artemis II cumpre etapa histórica com retorno ao Pacífico

Entenda por que a NASA prefere o oceano às pistas de pouso tradicionais

Rodrigo Tardio
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Pouso está previsto para início desta noite, na região de San Diego, Califórnia
Pouso está previsto para início desta noite, na região de San Diego, Califórnia - Foto: Reprodução

A nova era da exploração lunar vive um dia decisivo nesta sexta-feira, 10. A cápsula Orion, da missão Artemis II, tem seu pouso previsto para o início da noite nas águas do Oceano Pacífico, na região de San Diego, Califórnia.

O retorno bem-sucedido encerra uma jornada de dez dias que levou os astronautas Reid Wiseman, Victor Glover, Christina Koch e Jeremy Hansen à órbita da Lua, consolidando o caminho para o próximo passo: o desembarque humano no solo lunar.

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Diferente dos antigos Ônibus Espaciais, que pousavam em pistas como aviões, ou dos propulsores da SpaceX, que retornam verticalmente, a NASA optou pelo "splashdown" — o pouso no mar. A escolha, embora pareça um retrocesso para alguns, é fundamentada em física extrema e segurança operacional.

Desafio dos 40 mil km/h

A principal razão reside na velocidade de retorno. Por vir da Lua e não apenas da órbita baixa da Terra (onde fica a ISS), a Orion reentra na atmosfera a cerca de 40.000 km/h. O impacto gera um calor intenso e uma energia cinética difícil de dissipar em solo firme.

A água funciona como um amortecedor natural, absorvendo a energia do impacto sem a necessidade de sistemas de pouso pesados, como pernas mecânicas ou retrofoguetes complexos.

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Segurança e precisão

Além da absorção de energia, o oceano oferece uma "pista" vasta e sem obstáculos. Caso a trajetória de reentrada sofra variações, a margem de segurança para o pouso é imensa. Sem asas para planar, a cápsula Orion é projetada para uma descida vertical estabilizada por paraquedas, método que minimiza falhas mecânicas críticas no momento do contato.

Recuperação e reutilização

Mesmo com o desafio da corrosão salina, a NASA desenvolveu protocolos de limpeza que permitem a reutilização parcial dos componentes eletrônicos da Orion.

A logística marítima também favorece a saúde da tripulação: navios de grande porte, equipados com centros médicos completos, estarão a postos para receber os quatro astronautas. Após dias em microgravidade, o atendimento imediato em ambiente controlado é vital para a reabilitação física de Wiseman, Glover, Koch e Hansen.

Com o sucesso do resgate hoje, a agência espacial americana volta os olhos para a missão Artemis III, que deverá realizar o primeiro pouso humano na Lua em mais de meio século.

SpaceX

Embora a SpaceX pouse os foguetes Falcon 9 em terra, as cápsulas tripuladas (Crew Dragon) também utilizam o mar para o retorno de astronautas, reforçando o oceano como o método mais seguro para o transporte humano atual.

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cápsula Orion Exploração Lunar missão Artemis II nasa pouso no mar

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