GUERRA
Ataques russos deixam 16 mortos e centenas de feridos em Kiev e Odessa
Ofensiva aérea de larga escala atinge prédios residenciais e paralisa esforços diplomáticos

A guerra entre Rússia e Ucrânia, que já ultrapassa a marca de quatro anos, registrou uma de suas madrugadas mais sangrentas nesta quinta-feira, 16. Ataques combinados de mísseis e drones atingiram diversas regiões do território ucraniano, deixando um saldo de pelo menos 16 mortos e 107 feridos. As cidades de Kiev e Odessa foram os alvos principais da ofensiva, que destruiu prédios residenciais e infraestruturas civis.
Em Kiev, o prefeito Vitali Klitschko confirmou a morte de quatro pessoas, incluindo uma criança de 12 anos. No distrito de Podilski, um drone colidiu com um edifício de 18 andares, enquanto equipes de resgate retiravam sobreviventes dos escombros de outra estrutura que desabou parcialmente.
O presidente do Conselho Europeu, António Costa, denunciou “um novo ataque atroz contra civis”. Ele escreveu na rede social X que “a guerra de agressão travada pela Rússia contra a Ucrânia fracassou e, por isso, o país escolhe o terror puramente os civis”.
Impasse diplomático e pressão econômica
O aumento da agressividade russa ocorre em um momento de paralisia nas mesas de negociação. As conversas, mediadas anteriormente pelos Estados Unidos, estagnaram após o início dos bombardeios no Oriente Médio, que desviaram o foco diplomático de Washington.
Em resposta à escalada, o governo dos EUA anunciou que não prolongará a suspensão das sanções sobre o petróleo russo armazenado no mar, uma medida que visa asfixiar financeiramente a máquina de guerra de Moscou.
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Defesa ucraniana
A Força Aérea Ucraniana relatou um volume massivo de ataques em apenas 24 horas:
- Drones lançados pela Rússia: 659 (636 interceptados)
- Mísseis lançados pela Rússia: 44 (31 interceptados)
Zelensky, que tem reforçado alianças com Itália, Alemanha e Noruega para a produção conjunta de drones, reiterou o apelo por mais sistemas de defesa antiaérea. "Moscou aposta na guerra", afirmou o líder ucraniano, descartando qualquer recuo nas atuais condições impostas pelo Kremlin.
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