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ELEIÇÕES PRESIDENCIAIS

Bolivianos vão às urnas para escolher próximo presidente

Segundo turno é inédito na história eleitoral da Bolívia

Redação
Por Redação
Candidatos a presidente da Bolívia Rodrigo Paz (à esq.) e Jorge 'Tuto' Quiroga (à dir.)
Candidatos a presidente da Bolívia Rodrigo Paz (à esq.) e Jorge 'Tuto' Quiroga (à dir.) - Foto: AFP

Com segundo turno inédito na história eleitoral da Bolívia, a população vai às urnas neste domingo, 19, para eleger o próximo presidente do país. O processo é disputado por dois candidatos de direita e marca o fim de duas décadas de hegemonia da esquerda no país.

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O senador Rodrigo Paz, do Partido Democrata Cristão (PDC), e o ex-presidente Jorge Quiroga, da coalizão Libre, ambos oposicionistas do atual governo, souberam capitalizar o descontentamento do eleitorado com o Movimento ao Socialismo (MAS) para chegar ao segundo turno.

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As eleições vão ser realizadas em meio a uma das piores crises econômicas do país, com inflação anual a mais de 23%, e escassez de dólares, produtos básicos e, principalmente, de combustíveis, que se intensificou nos últimos dias.

Existem pessoas que chegam a dormir dentro dos carros para conseguir abastecer, além de filas intermináveis. Em La Paz duram horas, e no interior há quem espere três ou quatro dias. Os caminhões que transportam produtos estão sem diesel, o que atinge diretamente o ciclo econômico.

Em Santa Cruz, a situação também é crítica. Há dificuldades para ir ao trabalho, para levar estudantes à escola. Muita gente não consegue gasolina nem enfrentando as filas. O diesel, que alimenta o transporte público e as máquinas agrícolas, também está em falta.

A crise é tão grave que se tornou o principal tema da campanha eleitoral. Questões como os 12 milhões de hectares queimados em 2024, o combate à produção de coca destinada ao narcotráfico, a crise de legitimidade das instituições e a figura de Evo Morales ficaram em segundo plano diante da urgência econômica.

O ex-presidente Evo Morales, alvo de uma ordem de prisão por tráfico de menores, vive na região do Chapare, protegido por seus apoiadores. Embora impedido de concorrer, obteve sucesso no primeiro turno ao pedir votos nulos, que chegaram a 19%, quase um milhão de votos.

Como o próximo presidente vai lidar com a figura que dominou a política boliviana durante tantos anos vai ser uma questão chave.

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