MUNDO
Casal investe R$ 45 mil em poço artesiano e acaba multado após fiscalização
Captação de águas subterrâneas depende de autorização prévia


A busca por autonomia no abastecimento de água levou um casal a investir R$ 45 mil na perfuração de um poço artesiano no terreno onde mora. No entanto, após uma fiscalização da companhia de saneamento, foi constatada uma ligação irregular, o que resultou na aplicação de uma multa.
A legislação ambiental determina que a captação de águas subterrâneas depende de autorização prévia, conhecida como outorga de direito de uso, emitida pelo órgão ambiental competente de cada estado. Sem essa autorização, a perfuração e a utilização do poço podem ser consideradas irregulares, sujeitando o proprietário a sanções administrativas.
Segundo a legislação, a exigência da autorização busca garantir a preservação dos aquíferos e a segurança no uso da água subterrânea. Além disso, a utilização de fontes alternativas sem o devido controle pode representar riscos à saúde, já que a água não passa pelo mesmo monitoramento químico e bacteriológico realizado pelas concessionárias de abastecimento.
Além da multa, a fiscalização pode determinar o fechamento e o lacre do poço quando forem identificadas irregularidades. O valor das penalidades varia de acordo com a infração e pode superar o custo da própria perfuração.
Leia Também:
Para regularizar um poço artesiano, é necessário cumprir uma série de etapas. O processo inclui a realização de um estudo de viabilidade por profissional habilitado, a solicitação da outorga junto ao órgão ambiental estadual e a realização periódica de análises da qualidade da água.
Antes de iniciar qualquer perfuração, especialistas recomendam verificar as exigências da legislação estadual e municipal. O cumprimento dessas normas é essencial para evitar multas, a interdição do poço e outros problemas decorrentes da captação irregular de água subterrânea.


