SOCORRO INÉDITO
Paraquedistas saltam em ilha britânica após indícios de hantavirus
Em missão inédita, defesa britânica socorre paciente com suspeita de infecção

Em uma demonstração de alcance logístico e perícia militar, a Força Aérea Real (RAF) britânica executou, esta semana, uma das missões humanitárias mais complexas da história recente.
Seis paraquedistas e dois médicos militares saltaram sobre a ilha de Tristão da Cunha — o local habitado mais isolado do planeta — para entregar cuidados intensivos e oxigénio a um passageiro de um navio de cruzeiro com suspeita de hantavírus.
A operação foi desencadeada após o estado de saúde de um cidadão britânico se deteriorar durante uma travessia marítima em abril.
Sem aeroporto e com acesso limitado a meios hospitalares, a ilha de 200 habitantes enfrentava uma crise iminente: os estoques de oxigénio medicinal estavam "praticamente zerados", segundo informou o Ministério da Defesa britânico.
Leia Também:
Logística global
A aeronave de transporte percorreu milhares de quilómetros sobre o Atlântico. Após uma escala técnica na Ilha de Ascensão, o avião necessitou de reabastecimento em pleno voo — uma manobra de alta precisão — para garantir que teria autonomia para alcançar Tristão da Cunha e regressar com segurança.
Além da equipa médica especializada, o lançamento aéreo incluiu cilindros de oxigénio e equipamentos hospitalares de monitorização.
O Ministério da Defesa destacou que esta foi a primeira vez que o Reino Unido inseriu médicos via paraquedas numa missão desta natureza, criando um precedente histórico para resgates em áreas de difícil acesso.
Estado de alerta
A Organização Mundial da Saúde (OMS) confirmou que o paciente apresentou sintomas compatíveis com hantavírus no final de abril. O vírus, geralmente transmitido por roedores, pode causar síndromes respiratórias graves. Até ao momento, o paciente permanece isolado e em estado considerado estável.
Localizada entre a África do Sul e a América do Sul, Tristão da Cunha depende exclusivamente do transporte marítimo para o seu abastecimento.
A ausência de uma pista de pouso permanente torna qualquer emergência médica um desafio de segurança nacional para Londres, que mantém a soberania sobre o território ultramarino.
Siga o A TARDE no Google Notícias e receba os principais destaques do dia.
Participe também do nosso canal no WhatsApp.
Compartilhe essa notícia com seus amigos
Siga nossas redes




