ATO PÚBLICO
De volta ao Vaticano, Papa Leão XIV conduz Angelus após alta médica
Leão XIV pede vida “livre de más ambições” ao comentar passagem bíblica


No primeiro ato público após deixar o hospital, o Papa Leão XIV presidiu a oração mariana do Angelus neste domingo, 18, a partir da janela do Palácio Apostólico.
O Bispo de Roma regressou ao Vaticano na tarde de sábado, 17, ao receber alta do Hospital Agostino Gemelli, ondedeu entrada no início da semana para a retirada de um adenocarcinoma no pulmão direito, operado no dia 13.
Evangelho de Mateus
Na alocução que antecedeu a oração, o Santo Padre refletiu sobre o trecho do Evangelho de Mateus que traz uma das citações mais célebres de Jesus: «Dai, pois, a César o que é de César e a Deus o que é de Deus».
Leão XIV sublinhou a importância de compreender o contexto hostil em que a frase foi proferida, quando fariseus tentavam armar uma cilada a Cristo sobre o pagamento de impostos ao império romano.
Ética e responsabilidade civil
De acordo com o Pontífice, a resposta de Cristo ao pedir a moeda do tributo não apenas desarmou a armadilha, mas desmascarou a hipocrisia dos interlocutores.
O Papa salientou que a fé cristã não afasta os fiéis de seus deveres sociais e cívicos, mas exige uma postura moral irrepreensível na condução das tarefas cotidianas.
“Em Jesus, contemplamos um Deus que não teme a história. O seu Reino não retira as responsabilidades humanas. Pede, porém, que vivamos sem concessões, livres de más ambições e de interesses injustos, colocando acima de tudo o Reino de Deus”, declarou o Santo Padre.
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Autenticidade e liberdade
Encerrando a meditação, Leão XIV recordou a ironia dos adversários de Jesus que, mesmo com más intenções, reconheceram a retidão e imparcialidade ao afirmar que o Mestre ensinava “o caminho de Deus segundo a verdade”, sem ceder a pressões externas ou preferências pessoais.
Para o Líder da Igreja Católica, esse é o modelo de integridade a ser buscado por todos os cristãos na sociedade atual:
“É precisamente este o perfil de quem dá a César o que é de César e a Deus o que é de Deus: ser verdadeiro, sem subserviência nem hipocrisia, livre para o bem”, concluiu o Papa, invocando a proteção da Virgem Maria ao término do encontro.


