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Drones armados são testados como resposta imediata a ataques em escolas

Objetivo é reduzir o tempo de resposta em situações de ataque armado

Luan Julião
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Equipamentos leves atingem alta velocidade para interceptação rápida
Equipamentos leves atingem alta velocidade para interceptação rápida -

Um ataque armado em uma escola nos Estados Unidos desencadeia uma resposta que combina tecnologia, vigilância e intervenção remota em questão de segundos. Assim que um professor aciona o alarme pelo celular, a polícia é mobilizada, mas a chegada mais rápida não é humana.

Antes das viaturas, entram em ação drones de segurança que partem de pequenos hangares instalados estrategicamente no ambiente escolar. Esses equipamentos fazem parte de um sistema desenvolvido pela empresa Campus Guardian Angel, que propõe uma atuação imediata contra possíveis atiradores ativos.

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O projeto surgiu, segundo o diretor de operações táticas Khristof Oborski, inspirado em cenários observados na guerra na Ucrânia. Antes da implantação, a empresa realiza um mapeamento 3D completo da escola, identificando rotas e pontos estratégicos para posicionamento dos drones dentro e fora do campus.

Os equipamentos são organizados em esquadrões de três unidades e ficam distribuídos em mini-hangares. Quando o alarme é ativado, eles decolam e são controlados remotamente por operadores humanos a partir de uma central de emergência localizada em Austin, no Texas. A meta é alcançar o suspeito em até 15 segundos.

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A forma de atuação depende do comportamento do alvo. Segundo Oborski, a resposta pode variar desde comandos de voz, por meio de áudio bidirecional, até intervenções físicas não letais. Em situações em que o indivíduo apenas carrega uma arma sem agir de forma violenta, a presença e a comunicação dos drones podem ser suficientes. Já em cenários de ataque ativo contra crianças, a empresa prevê o uso de “impactos cinéticos” ou substâncias como gel de pimenta.

Os drones são fabricados nos Estados Unidos e disponibilizados por meio de contratos anuais, cujo valor varia conforme o tamanho da instituição e a quantidade de prédios monitorados. Cada unidade pesa menos de um quilo, tem cerca de 25 centímetros e pode atingir velocidades de até 65 km/h.

Apesar da tecnologia envolvida, os equipamentos não utilizam inteligência artificial, o que, segundo a empresa, aumenta a sensação de controle humano sobre a operação. Os pilotos responsáveis pelo comando são profissionais com experiência em competições de drones e são descritos como mais próximos de entusiastas de videogames do que de militares, conforme o piloto Alex Campbell.

Dados citados pelo portal IntelliSee indicam que apenas em 2025 foram registrados 233 incidentes com armas de fogo em campi educacionais. Um dos episódios mais marcantes segue sendo o ataque de Uvalde school shooting (2022), no qual 19 alunos e duas professoras foram assassinados, com a neutralização do atirador ocorrendo 77 minutos após o início da ação.

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