MUNDO
EUA destroem três petroleiros iranianos após ataques contra navios
Confronto entre os dois países foi retomado após período de relativa calma e aumenta tensão


Os Estados Unidos destruíram três petroleiros iranianos, após alegarem que a Guarda Revolucionária do Irã tentou atacar navios de guerra americanos com mísseis. Em resposta, Teerã afirmou ter realizado ações contra embarcações ligadas aos Estados Unidos. O ataque aconteceu no último sábado, 5.
O episódio ocorre em meio à guerra entre os dois países, iniciada em 28 de fevereiro após uma operação conjunta de Estados Unidos e Israel contra o Irã. Desde então, Teerã mantém controle sobre o Estreito de Ormuz, enquanto Washington atua com um bloqueio aos portos iranianos.
Petroleiros foram destruídos no Golfo de Omã
Segundo o Exército dos Estados Unidos, os três petroleiros foram atacados nas proximidades da ilha de Kharg e no Golfo de Omã. O Comando Central dos Estados Unidos (Centcom), responsável pelas operações americanas no Oriente Médio, informou que uma das embarcações foi atingida somente depois que a tripulação recebeu ordem para abandonar o navio.
Imagens divulgadas pelo Centcom mostram explosões e grandes bolas de fogo após os projéteis atingirem as embarcações.
De acordo com as Forças Armadas americanas, os navios faziam parte de uma rede clandestina responsável por financiar a Guarda Revolucionária e grupos aliados do Irã na região.
Nenhum militar dos Estados Unidos ficou ferido durante a operação.
O comandante do Centcom, almirante Brad Cooper, afirmou que a ação teve como objetivo enviar uma mensagem direta à Guarda Revolucionária e aumentar os custos econômicos de novos ataques contra embarcações americanas.
Os Estados Unidos também sinalizaram que pretendem ampliar a pressão econômica sobre o Irã, sem descartar uma operação militar de maior escala.
Irã promete intensificar represálias
O governo iraniano condenou os ataques contra seu principal porto de exportação de petróleo e classificou as ações americanas como prejudiciais.
Em um comunicado, o comando militar central conjunto do Irã ameaçou ampliar a resposta caso os confrontos continuem. Segundo a declaração, os ataques contra navios militares americanos na região poderão ser mais intensos e atingir um número maior de embarcações.
A Guarda Revolucionária também afirmou ter realizado ataques contra navios após a destruição dos três petroleiros iranianos.
Segundo a organização, foram atingidos três petroleiros que navegavam por uma rota considerada não autorizada no Estreito de Ormuz, além de três embarcações que teriam ligação com os Estados Unidos.
A Guarda ainda alertou outros navios para que não utilizem as rotas classificadas como não autorizadas.
Conflito voltou a se intensificar
Na última quinta-feira, 3, o Irã afirmou ter atacado bases militares americanas localizadas no Kuwait e nos Emirados Árabes Unidos. A ação teria sido uma resposta à morte de civis durante um bombardeio que atingiu uma cerimônia de casamento.
O vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, afirmou que o caso estava sendo investigado, mas demonstrou ceticismo em relação à versão apresentada pelo governo iraniano.
Segundo o Crescente Vermelho, quatro pessoas que participavam da cerimônia morreram no ataque.
Trump minimiza dimensão da guerra
O governo do presidente Donald Trump tenta reduzir a percepção sobre o tamanho do conflito no Oriente Médio, que vem enfrentando resistência entre americanos com a aproximação das eleições de meio de mandato.
Na sexta-feira, 4, Trump classificou a guerra com o Irã como algo de pouca dimensão. Segundo ele, muitas pessoas sequer consideram o confronto uma guerra, mas sim um conflito militar de menor proporção.
Após cerca de um mês de relativa calmaria, os confrontos entre americanos e iranianos voltaram a acontecer em 30 de agosto.
Na ocasião, o Exército dos Estados Unidos afirmou ter retomado os ataques para impedir o lançamento de foguetes carregados com minas navais no Estreito de Ormuz.
O Irã respondeu com ataques contra países do Golfo, estratégia que, segundo o texto, vem sendo adotada por Teerã desde o início do conflito.