ESCUDO DAS AMÉRICAS
EUA fecham acordo com Costa Rica para deportar imigrantes de outros países
Iniciativa faz parte do "Escudo das Américas" de Donald Trump e prevê o envio de até 25 pessoas por semana

Os Estados Unidos poderão deportar para a Costa Rica até 25 imigrantes de outros países por semana, segundo um acordo assinado nesta segunda-feira, 23, em San José, por Kristi Noem, enviado especialmente de Washington para uma aliança de segurança na América Latina.
Há um ano, a Costa Rica recebeu cerca de 200 imigrantes da Ásia e do Leste Europeu, o que gerou críticas de organizações de defesa dos direitos humanos, porque eles foram mantidos por meses em um abrigo remoto na fronteira com o Panamá.
“Estima-se que poderia ser pensado até 25 pessoas por semana”, segundo o acordo firmado por Kristi e pelo presidente da Costa Rica, Rodrigo Chávez. Este último ressaltou que seu país mostra-se novamente "como um aliado dos Estados Unidos nas coisas que importam no hemisfério".
Acordo voluntário
Segundo um comunicado oficial, os imigrantes receberão "uma condição legal de temporário quando sua situação for definida".
“É um acordo voluntário, nós recusamos intenções de quem quer que seja, não aceitar nacionalidades específicas, mas colaborar no contexto dos direitos humanos do nosso país”, disse Chávez.
Kristi visitou a Costa Rica após passar pela República Dominicana e Honduras, onde conversou sobre segurança, como parte da iniciativa de Donald Trump conhecida como Escudo das Américas.
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“A Costa Rica será um parceiro fundamental e líder nesse escudo, que garantirá que nossos países vizinhos abordem juntos nossos desafios e também nossa segurança e ameaças”, declarou a enviado.
Kristi foi demitida neste mês do cargo de secretária de Segurança Interna por Trump, que a nomeou para coordenar essa aliança.
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