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Fracasso cósmico? Telescópio detecta objeto inédito no universo

Embora previstas teoricamente há décadas, essas estruturas nunca haviam sido registradas

Isabela Cardoso

Por Isabela Cardoso

13/01/2026 - 1:26 h
A Cloud-9 pertence à categoria das RELHICs (nuvens de hidrogênio limitadas pela reionização)
A Cloud-9 pertence à categoria das RELHICs (nuvens de hidrogênio limitadas pela reionização) -

Em uma descoberta histórica para a astronomia, o Telescópio Espacial Hubble identificou um tipo de estrutura cósmica jamais confirmado anteriormente. O objeto, apelidado de Cloud-9, é uma nuvem esférica composta por gás e matéria escura, mas com uma característica única: é totalmente desprovida de estrelas.

Cientistas classificam a Cloud-9 como uma "galáxia que não deu certo", oferecendo uma janela inédita para entender os primórdios do cosmos e o comportamento da matéria invisível que molda o universo.

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O mistério das RELHICs: as nuvens que não brilham

A Cloud-9 pertence à categoria das RELHICs (nuvens de hidrogênio limitadas pela reionização). Embora previstas teoricamente há décadas, essas estruturas nunca haviam sido registradas. Elas são nuvens primordiais que, apesar de estáveis por bilhões de anos, não conseguiram dar início ao processo de formação estelar.

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Para a comunidade científica, o "fracasso" da Cloud-9 em formar estrelas é, na verdade, um sucesso acadêmico. A ausência de luz estelar permitiu confirmar que o objeto não é uma galáxia anã comum, mas um vestígio puramente gasoso e gravitacional do início dos tempos.

Um laboratório natural de matéria escura

A descoberta é especialmente valiosa porque a Cloud-9 é dominada por matéria escura. Como esse componente não emite nem reflete luz, sua detecção direta é um dos maiores desafios da física moderna.

  • Massa de gás: Equivalente a cerca de um milhão de sóis.
  • Massa de matéria escura: Estimada em bilhões de vezes a massa do Sol.
  • Extensão: Milhares de anos-luz de hidrogênio neutro em formato quase esférico.

Diferente de outras nuvens próximas à Via Láctea, a Cloud-9 é mais compacta e estável, servindo como um laboratório ideal para observar os efeitos gravitacionais da matéria escura de forma indireta e precisa.

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