POLÍTICA
Mais de 100 mil vistos são revogados nos EUA desde posse de Trump
Revogação representa aumento de 150% em relação ao ano anterior

Por Luan Julião

O Departamento de Estado dos Estados Unidos anunciou que, desde a posse do presidente Donald Trump, mais de 100.000 vistos foram revogados. A ação faz parte de uma política mais rígida de imigração, que combina deportações em grande escala e maior controle sobre a emissão de vistos.
Entre os vistos cancelados estão cerca de 8.000 destinados a estudantes e 2.500 classificados como especializados, voltados a pessoas que tiveram encontros com a polícia norte-americana devido a atividades criminosas. Conforme divulgado em um post no X.
"O Departamento de Estado já revogou mais de 100.000 vistos, incluindo cerca de 8.000 vistos de estudante e 2.500 vistos especializados para indivíduos que tiveram encontros com a polícia dos EUA por atividades criminosas. Continuaremos a deportar esses bandidos para manter os Estados Unidos seguros".
Tommy Pigott, porta-voz adjunto do Departamento de Estado, explicou que as quatro principais razões para a revogação foram: exceder o tempo de permanência permitido, dirigir sob influência de drogas, agressão e roubo. O número de cancelamentos representa um aumento de 150% em relação ao registrado em 2024.
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O governo também lançou o Centro de Verificação Contínua, que visa garantir que "todos os estrangeiros em solo norte-americano cumpram nossas leis e que os vistos daqueles que representam uma ameaça aos cidadãos norte-americanos sejam rapidamente revogados", afirmou Pigott.
Em novembro, o Departamento de Estado havia informado que cerca de 80.000 vistos de não imigrantes já tinham sido revogados desde a posse de Trump, por infrações variadas, como dirigir sob efeito de substâncias, agressão e roubo.
As novas diretrizes orientam diplomatas dos EUA a prestar atenção a candidatos considerados hostis ao país ou com histórico de ativismo político. Autoridades do governo também afirmaram que portadores de visto de estudante e residentes permanentes com "green cards" estão sujeitos à deportação caso apoiem os palestinos ou critiquem a atuação de Israel na guerra em Gaza, considerando essas ações uma ameaça à política externa americana e acusando-os de serem pró-Hamas.
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