SEM ACORDO
França decide sobre acordo comercial entre União Europeia e Mercosul
Posição foi anunciada pelo presidente do país, Emmanuel Macron

Por Gustavo Nascimento

Emmanuel Macron, presidente da França, declarou em uma postagem em suas redes sociais, nesta quinta-feira, 8, que irá votar contra o acordo de livre comércio entre a União Europeia e os países do Mercosul, apesar de defender as negociações internacionais.
“Embora a diversificação comercial seja necessária, o ganho econômico do acordo UE-Mercosul será limitado para o crescimento francês e europeu (+0,05% no PIB da UE até 2040, segundo a Comissão). Isso não justifica expor setores agrícolas sensíveis que são essenciais para a nossa soberania alimentar”, escreveu Macron em seu perfil no X (antigo Twitter).
La France a décidé de voter contre la signature de l’accord entre l’Union européenne et les pays du Mercosur.
— Emmanuel Macron (@EmmanuelMacron) January 8, 2026
Ele também afirma que, desde o fim das negociações, em dezembro de 2024, tem tentado um acordo mais justo para proteger os produtores do setor primário francês.
“A assinatura do acordo não é o fim da história. Continuarei a lutar pela implementação plena e concreta dos compromissos obtidos junto da Comissão Europeia e pela proteção dos nossos agricultores. A nível europeu, a prioridade atual continua a ser acelerar a nossa agenda de proteção, competitividade e investimento”, disse Macron.
Entenda o acordo
Descrito como uma prioridade para reforçar o comércio global, a competitividade econômica e a estabilidade geoeconômica, o acordo consiste na redução de tarifas e barreiras comerciais entre a União Europeia e os países do Mercosul, o que pode impulsionar exportações e investimentos entre os dois blocos.
Para os países do Mercosul, o acordo representaria acesso ampliado ao mercado europeu, enquanto a União Europeia encara a negociação como uma possibilidade de diversificar suas relações comerciais.
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Entre as medidas que ainda estão em discussão, está um acordo conjunto entre o Conselho e o Parlamento Europeu para proteger setores agrícolas sensíveis, com regras que permitem suspender preferências tarifárias caso haja impactos negativos às produções locais.
Na França, em especial, produtores defendem medidas para evitar que importações mais competitivas afetem seus mercados.
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