POLÍTICA
Governo Trump defende novo tarifaço ao Brasil em carta a Flávio Bolsonaro
Secretário Marco Rubio encaminhou documento ao pré-candidato à Presidência da República


O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, enviou uma carta oficial ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, em resposta a uma correspondência anterior do parlamentar e à sua recente agenda institucional em Washington.
No documento oficial, datado de 23 de junho de 2026, o chefe da diplomacia norte-americana utilizou o canal de comunicação para reafirmar o posicionamento da administração de Donald Trump em relação à proposta de aplicação de um novo tarifaço de 37,5% contra produtos brasileiros.
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O comunicado também abordou formalmente a recente classificação das facções criminosas Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas internacionais pelo governo dos Estados Unidos.
"A violência e as sofisticadas redes criminosas dessas facções ameaçam a segurança de cidadãos honestos em nosso hemisfério compartilhado. Ao visar suas redes financeiras, de drogas e de armas, estamos tomando medidas decisivas para proteger os povos brasileiro e americano do crime organizado transnacional", afirmou Rubio.
Tensão político-econômica
A manifestação do membro do governo Trump joga luz sobre a disputa comercial que tensiona as relações bilaterais entre Brasília e Washington. Na carta, o secretário de Estado ressaltou que o representante comercial dos Estados Unidos, embaixador Jamieson Greer, pontuou a existência de divergências substanciais e estruturais na resolução das assimetrias de mercado identificadas na investigação comercial em curso.
O procedimento investigativo, aberto em julho do ano passado pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) por ordem direta do presidente Donald Trump, acusa formalmente o governo brasileiro de adotar práticas protecionistas que oneram de forma desproporcional ou restringem o fluxo de intercâmbio de mercadorias com o mercado norte-americano.
Organizações criminosas
Além de debater a pauta aduaneira, Rubio agradeceu o apoio do senador à decisão de enquadrar o PCC e o CV nas categorias jurídicas de Terroristas Globais Especialmente Designados e Organizações Terroristas Estrangeiras sob a legislação penal americana.
A medida autoriza o congelamento de ativos financeiros em solo norte-americano e permite o bloqueio de redes transnacionais de lavagem de dinheiro, tráfico de armas e entorpecentes que operam nas Américas.
"Obrigado por sua carta e por sua recente visita a Washington. Compartilho de sua convicção de que a amizade duradoura entre os Estados Unidos e o Brasil deve permanecer ancorada em valores compartilhados, respeito mútuo e uma visão unificada para a segurança e prosperidade do Hemisfério Ocidental", completou Rubio.


