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Guerra entre facções deixa ao menos 48 mortos na Colômbia

Confrontos entre dissidentes das Farc ocorreram às vésperas da eleição

Isabela Cardoso
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Mapa mostra local do confronto na Colômbia
Mapa mostra local do confronto na Colômbia - Foto: Google Maps

Ao menos 48 guerrilheiros morreram durante confrontos entre dois grupos dissidentes das extintas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia na região amazônica da Colômbia.

O episódio ocorreu no departamento de Guaviare, em meio à escalada de violência no país e poucos dias antes da eleição presidencial marcada para 31 de maio. A informação foi confirmada nesta quinta-feira, 28, pelo prefeito de San José del Guaviare, Willy Rodríguez, em entrevista à AFP.

“Os corpos estão ali amontoados, é preciso retirá-los”, afirmou o gestor municipal. Segundo ele, as autoridades ainda não conseguiram acessar a área dos confrontos devido às dificuldades de deslocamento e aos riscos de segurança.

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Região é disputada por grupos armados

Os combates ocorreram em uma área remota da Amazônia colombiana, dominada por facções dissidentes que rejeitaram o acordo de paz firmado em 2016 entre o governo colombiano e as Farc.

As disputas envolvem principalmente o controle de rotas do narcotráfico e da mineração ilegal na região de Guaviare, considerada um dos antigos bastiões da guerrilha.

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Vídeos divulgados nas redes sociais mostram intensas rajadas de tiros vindas do interior de residências da região. Equipes de resgate aguardam autorização dos grupos armados para entrar na área e recolher os corpos.

Além dos confrontos, autoridades temem a presença de minas antipessoais no local, o que dificulta ainda mais as operações.

Exército reforça segurança antes das eleições

O ministro da Defesa colombiano, Pedro Sánchez, informou que cerca de 408 mil integrantes das forças de segurança foram mobilizados em todo o país para garantir a segurança durante o processo eleitoral.

Segundo Sánchez, o aparato inclui aeronaves, drones, blindados e embarcações.

“Fazer eleições na Colômbia não é o mesmo que fazemos na Suíça. Existem riscos à democracia e isso não deve ser ignorado”, declarou ao canal Noticias Caracol.

Mais cedo, em entrevista à Blu Radio, o ministro classificou os grupos dissidentes como organizações voltadas exclusivamente para atividades criminosas.

“Eles têm um único objetivo: a economia criminosa, viver do narcotráfico. É inconcebível, é absurdo”, afirmou.

Governo Petro enfrenta críticas

O presidente Gustavo Petro, primeiro chefe de Estado de esquerda da história recente do país, tentou negociar acordos de paz com diferentes grupos armados desde o início de seu mandato, mas enfrenta críticas da oposição, que o acusa de adotar postura branda diante das organizações criminosas.

Entre os grupos envolvidos nos confrontos estão dissidentes ligados a Iván Mordisco, considerado um dos criminosos mais procurados da Colômbia, e facções rivais comandadas por guerrilheiros conhecidos pelo codinome Calarcá.

As organizações armadas atuam principalmente por meio de extorsão, tráfico de cocaína e mineração ilegal, além de impor restrições e ameaças às populações locais em áreas sob seu domínio.

Violência domina cenário eleitoral

A escalada da violência se tornou uma das principais preocupações dos colombianos às vésperas das eleições presidenciais. O país vive uma onda de atentados, assassinatos e sequestros atribuídos a grupos armados ilegais, considerada uma das mais graves da última década.

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Colômbia internacional Segurança

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