Busca interna do iBahia
HOME > MUNDO

ELEIÇÕES

Maduro afirma que 'patrulhas militares e policiais' vão continuar

Líder venezuelano também afirmou que "não se aceitará" que a oposição "pretenda usurpar" a presidência

AFP
Por AFP
| Atualizada em
Presidente reiterou as acusações de que a oposição planeja gerar violência durante as manifestações contra a sua reeleição
Presidente reiterou as acusações de que a oposição planeja gerar violência durante as manifestações contra a sua reeleição - Foto: Federico Parra/AFP

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, afirmou neste sábado que "as patrulhas militares e policiais" continuarão no país, reiterando as acusações de que a oposição planeja gerar violência durante as manifestações contra a sua reeleição.

Leia mais
>> Conselho Eleitoral ratifica vitória de Maduro; países contestam

“As patrulhas militares e policiais estão mantidas em toda a Venezuela, para proteger o povo", disse Maduro durante um ato em Caracas, referindo-se a protestos que deixaram 11 mortos, segundo organizações de direitos humanos, e mais de mil detidos.

Tudo sobre Mundo em primeira mão! Compartilhar no Whatsapp Entre no canal do WhatsApp.

Oposição "usurpadora"

Maduro também afirmou que "não se aceitará" que a oposição "pretenda usurpar" a presidência, em meio aos questionamentos sobre sua reeleição para um terceiro mandato, a qual desencadeou fortes protestos.

Leia mais
>> “São 1.200 capturados e vamos prender mais mil”, diz Maduro

"Não se aceitará, com as leis nacionais, que se pretenda usurpar novamente a presidência", disse Maduro em um comício, no qual fez um paralelo entre o opositor Edmundo González Urrutia, que reivindica a vitória nas eleições de 28 de julho, e o líder Juan Guaidó, que em 2019 foi reconhecido internacionalmente como presidente interino.

“Guaidó parte dois, González Urrutia, não vai!”, exclamou o presidente socialista, diante de milhares de apoiadores.

"Querem impor novamente a triste história de Guaidó. Guaidó 2.0. Hoje ele teve medo", disse Maduro sobre a ausência de González Urrutia em uma manifestação liderada mais cedo em Caracas pela líder opositora María Corina Machado, que voltou a aparecer em público, após ter se declarado na clandestinidade na última quinta-feira.

Exilado nos Estados Unidos, Guaidó era o chefe do parlamento em 2019, quando foi reconhecido como "presidente interino" por Washington e por cerca de 50 países da América Latina e da Europa que consideraram fraudulenta a reeleição de Maduro no ano anterior.

O Conselho Nacional Eleitoral (CNE) confirmou nesta sexta-feira que Maduro foi o vencedor do pleito com 52% dos votos, acima dos 43% de González Urrutia, representante de Machado, inabilitada de ocupar cargos públicos pela justiça venezuelana.

A oposição denuncia fraude. O CNE ainda não publicou resultados detalhados e afirma ser vítima de um ataque hacker.

Os Estados Unidos disseram haver "evidências esmagadoras" de uma vitória do candidato opositor, enquanto vários países da América Latina e da Europa pediram a divulgação das atas de votação.

Os protestos que ocorrem desde segunda-feira já deixaram ao menos 11 civis mortos, segundo organizações defensoras dos direitos humanos. Maduro mencionou que há cerca de 2.000 detidos que serão enviados a duas prisões de segurança máxima.

Além disso, o presidente advertiu que "os patrulhamentos militares e policiais" continuarão "em toda a Venezuela para proteger o povo".

O governante afirma que há uma tentativa de "golpe de Estado" em curso e declarou nesta semana que Machado e González deveriam “estar atrás das grades".

Siga o A TARDE no Google Notícias e receba os principais destaques do dia. Google Noticias Siga o A TARDE no Google Noticias

Compartilhe essa notícia com seus amigos

Compartilhar no Whatsapp Compartilhar no Facebook Compartilhar no Email

Tags

acusações Nicolás Maduro oposição Presidente da Venezuela reeleição

Relacionadas

Mais lidas