CRISE
Marca famosa prepara demissão de mais de mil funcionários
Empresa é conhecida por ser uma das maiores do ramo esportivo

Conhecida por ser uma das maiores empresas do ramo de roupas esportivas do mundo, a Nike está passando por uma onda de demissões. A empresa anunciou o desligamento de 1.400 funcionários nos próximos meses.
A ação ocorre após mais de 700 colaboradores terem sido demitidos em janeiro de 2026. A estratégia faz parte de um plano de reestruturação para recuperar os impactos causados pela queda nas vendas.
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Nos últimos anos, a empresa vem enfrentando redução nas vendas, além de reclamações sobre preços e qualidade dos produtos, o que tem gerado dificuldades no mercado. Soma-se a isso o crescimento de concorrentes como Hoka e On Running.
Além disso, a marca tem se envolvido em polêmicas nas redes sociais. Um exemplo foi o cartaz exibido em Boston com a frase “Corredores, bem-vindos. Caminhantes, tolerados”. A mensagem não foi bem recebida pelo público e foi considerada ofensiva.
Diante da repercussão negativa, a Nike tentou se retratar por meio de um comunicado oficial. “mais pessoas se sintam bem-vindas na corrida, independentemente do ritmo, da experiência ou da distância”, disse em nota.
Gestão de crise
Para lidar com a crise, a empresa optou por um plano de reestruturação liderado por Elliott Hill.
Segundo a companhia, a iniciativa envolve “medidas deliberadas para fortalecer a base da empresa, aprimorar a forma como competimos e construir um modelo voltado para o crescimento lucrativo de longo prazo”.
Em 2026, as demissões realizadas em janeiro fizeram parte de uma estratégia para acelerar a automação. Já nas próximas fases, o setor impactado será o de tecnologia.
De acordo com o vice-presidente e diretor de operações, Venkatesh Alagirisamy, é esperado que mais de 1,4 mil funcionários sejam desligados. No contexto da força de trabalho global da Nike, esse número representa cerca de 2%, com impactos em colaboradores da Ásia, Europa e América do Norte.
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