MUNDO
Medicamentos importados serão taxados em até 100% nos Estados Unidos
Medida busca pressionar farmacêuticas a produzirem mais em solo americano

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump anunciou nesta quinta-feira, 02, que vai impor taxas de até 100% sobre medicamentos importados.
A medida, mesmo que tenha algumas exceções pontuais, busca pressionar as farmacêuticas norte-americanas a ampliar a produção desses remédios em território nacional.
Entenda a imposição
A tarifa, autorizada pelo presidente estadunidense, vai ser aplicada em medicamentos patenteados produzidos em países sem acordos tarifários com os EUA e por empresas que não firmaram acordos de preço de nação mais favorecida com o governo.
Prazo para as tarifas começarem a valer
As tarifas dos produtos feitos em grandes empresas entram em vigor em 120 dias, enquanto isso, já os fabricados em companhias menores começam a valer em 180 dias.
Países que firmarem acordo com os EUA terão uma alíquota limitada à 15%, como é o caso de:
- União Europeia;
- Coreia do Sul;
- Japão;
- Suíça;
- Liechtenstein.
Enquanto isso, as importações do Reino Unido estarão sujeitas a uma taxa ainda menor.
Remédios feitos em empresas que se comprometeram a realizar parte da fabricação nos EUA terão seus produtos taxados em 20% e, caso firmam acordos de nação mais favorecida, a tarifa vai cair para zero.
A isenção tarifária valerá até 20 de janeiro de 2029.
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Farmacêuticas se posicionam
Algumas empresas farmacêuticas reclamaram dizendo que tais medidas podem prejudicar cadeias de suprimentos, agravar a escassez e elevar os custos aos norte-americanos.
Donald Trump já vinha criticando a produção estrangeira de remédios, alegando que seria uma ameaça à segurança nacional e já levantou a possibilidade de tarifa de até 200% para incentivar a produção interna.
Possível repasse de preços
As farmacêuticas terão que escolher entre absorver os custos das tarifas ou repassar o aumento para os preços de seus medicamentos em um mercado que já é o mais caro do mundo.
Consumidores podem acabar enfrentando preços mais altos, por meio de coparticipações maiores ou planos de saúde mais caros.
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