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MP denuncia suposto elo do PCC com máfia italiana por homicídio

Acusado é apontado como responsável por intermediar envio de drogas do Brasil para a Europa

Luan Julião

Por Luan Julião

02/04/2026 - 16:47 h

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Primeiro Comando da Capital (PCC)
Primeiro Comando da Capital (PCC) -

O Ministério Público do Paraná apresentou denúncia por homicídio contra Willian Barile Agati, investigado como um dos nomes de destaque na estrutura do Primeiro Comando da Capital (PCC). Segundo as autoridades, ele atuaria como peça-chave na articulação entre a facção brasileira e a máfia italiana 'Ndrangheta.

A acusação envolve a morte de Marco Antonio Carvalho, ocorrida em abril de 2020. Conhecido como “Marcos P2”, ele foi executado a tiros em um posto de combustível. As investigações indicam que o crime teria relação direta com disputas no tráfico internacional de drogas.

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De acordo com o Ministério Público, o assassinato foi motivado por vingança após o desaparecimento de duas cargas de cocaína. A droga, conforme apurado, pertenceria a Agati e a um comparsa identificado como “Grilo”.

O prejuízo estimado com a perda do entorpecente, que teria como destino a Europa a partir do Porto de Paranaguá, gira em torno de 4 milhões de dólares. A investigação também aponta que a execução foi uma forma de represália pela subtração da mercadoria ilícita.

Informações reunidas pela Polícia Federal durante a Operação Mafiusi reforçam que o homicídio teria sido planejado como resposta direta ao prejuízo financeiro causado dentro do esquema criminoso.

Investigações indicam conexão com máfia europeia

As apurações ainda colocam Agati como responsável por coordenar o envio de grandes quantidades de cocaína para a Europa, utilizando portos brasileiros como rota de escoamento.

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Durante a Operação Mafiusi, foi identificado que ele e o parceiro “Grilo” teriam enviado cerca de 270 quilos de droga para integrantes da máfia italiana conhecidos como “Panda” e “Barby”. O carregamento teria como destino o porto de Valência, na Espanha.

Segundo o Ministério Público, parte das provas que sustentam a conexão internacional foi obtida após a quebra de criptografia de um aplicativo utilizado por integrantes do PCC. A ferramenta serviria para organizar remessas e negociar diretamente com membros da organização criminosa europeia.

Atualmente, Agati está detido na Penitenciária Federal de Brasília, onde cumpre prisão desde janeiro de 2025.

Defesa nega acusações

Procurada, a defesa de Agati, representada pelo advogado Eduardo Maurício, afirmou que o cliente não possui ligação com o PCC e nega qualquer envolvimento no homicídio citado na denúncia.

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