DISTRITO DE VICUÑA
Mina de ouro de R$ 1 trilhão perto do Brasil causa briga entre países
Descubra a verdade por trás do Projeto Vicuña, megajazida nos Andes avaliada em cifras bilionárias

Uma mina de ouro, prata e cobre de R$ 1 trilhão foi descoberta perto do Brasil e está gerando brigas internacionais. O fato envolve geologia de ponta, transição energética e uma das maiores descobertas minerais das últimas décadas na América do Sul.
Trata-se do Distrito de Vicuña, localizado no alto da Cordilheira dos Andes, exatamente na fronteira entre a Argentina (San Juan) e o Chile (Atacama).
O que é o Distrito de Vicuña?
Não se trata de uma descoberta repentina, mas sim do avanço de projetos de exploração (como Filo del Sol e Josemaría) liderados por gigantes como o grupo Lundin e a BHP.
O valor real: somadas as estimativas de recursos ao longo de décadas de extração, o valor bruto dos minerais no subsolo projeta cifras que ultrapassam a casa dos R$ 1 trilhão (US$ 200 bilhões).

O verdadeiro tesouro: embora notícias que circulam destaquem o ouro, o "carro-chefe" financeiro do projeto é o cobre, metal crítico para a fabricação de carros elétricos e inteligência artificial. O ouro e a prata entram como subprodutos valiosos.
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Há uma "briga" de países pela posse?
Não existe conflito diplomático ou militar. O que estão chamando de "briga" é, na verdade, um complexo desafio logístico e tributário entre os dois países vizinhos:
- Extração vs. escoamento: grande parte do minério está do lado argentino dos Andes, mas a saída mais viável para o oceano (exportação) é pelos portos do Chile.
- Acordo binacional: o projeto exige uma coordenação rara entre os dois governos para definir quem cobra impostos, como funcionam as alfândegas no topo da montanha e o uso da água.
Por que o mercado global está de olho?
Especialistas do setor consideram Vicuña um dos sistemas de cobre e ouro mais promissores descobertos no mundo nos últimos 30 anos. Para a Argentina, o projeto representa uma das maiores fontes potenciais de investimento estrangeiro e dólares para equilibrar a balança comercial nos próximos anos.
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